Diretora de presídio feminino no Rio é presa em flagrante suspeita de desviar alimentos da unidade

Prisão de Graça Maria Silva de Souza foi convertida em preventiva após apreensão de cerca de 70 quilos de mantimentos em veículo oficial.

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro converteu em preventiva a prisão em flagrante de Graça Maria Silva de Souza, diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, unidade prisional feminina situada no bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio. A servidora foi abordada por agentes da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) após o recebimento de denúncias relativas ao desvio sistemático de insumos alimentícios destinados ao presídio.

Durante a inspeção no veículo conduzido pela gestora, os policiais penais apreenderam cerca de 70 quilos de alimentos — incluindo carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, leite, óleo, café e achocolatados. Toda a carga era transportada sem nota fiscal, autorização administrativa ou documento de movimentação oficial.

Enquadramento Penal e Medidas Administrativas

As sanções legais e os desdobramentos institucionais aplicados ao caso:

 Peculato e Exoneração: Graça Maria foi autuada em flagrante pelo crime de peculato (artigo 312 do Código Penal), que tipifica a apropriação ou desvio de bens públicos por funcionário no exercício do cargo. A servidora foi exonerada do posto de direção, e a Seppen instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

 Fundamentação da Preventiva: Na audiência de custódia, a manutenção da prisão preventiva foi sustentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sob a justificativa de garantia da ordem pública e gravidade concreta do ato, cometido por agente pública responsável pela gestão da população carcerária local.

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