Fumaça das queimadas ameaça a saúde de pets em Manaus; veterinários orientam cuidados essenciais

Partículas PM2,5 causam irritações e agravem problemas respiratórios em cães e gatos; pico em outubro atingiu 490,1 $\mu g/m^3$ no sistema SELVA/UEA.

A recorrência de fumaça oriunda de queimadas na região de Manaus traz riscos sérios não apenas à saúde humana, mas também a cães, gatos, aves e outros animais de estimação. Monitoramentos do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam que a concentração de partículas finas chegou a atingir 490,1 $\mu g/m^3$ no mês de outubro de 2026, patamar considerado crítico e prejudicial ao trato respiratório dos pets.

Animais idosos, filhotes, portadores de cardiopatias e raças braquicefálicas (focinho curto) estão entre os grupos mais vulneráveis às sequelas da poluição atmosférica.

Recomendações de Proteção e Sinais de Emergência

Medidas preventivas para preservar o bem-estar animal durante crises de qualidade do ar:

  • Cuidados no Ambiente Doméstico: Em dias de densa bruma, especialistas recomendam manter os animais em locais fechados e bem ventilados, utilizando purificadores de ar ou ar-condicionado. Passeios na rua devem ser restritos ao tempo estritamente necessário para necessidades fisiológicas, mantendo hidratação constante com água limpa e fresca.

  • Sintomas de Alerta: Lacrimejamento excessivo, espirros, tosse seca, secreções nasais e apatia indicam irritação severa. Caso o animal apresente dificuldades respiratórias severas, mucosas azuladas/acinzentadas, prostração extrema ou, no caso dos gatos, respiração de boca aberta, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediato. Uso de máscaras ou medicação sem prescrição é contraindicado.

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