‘Tio Patinhas’ é condenado a 36 anos de prisão após matar mulher por engano

O Tribunal do Júri de Manaus realizou ontem o julgamento de Clemilson dos Santos Farias, conhecido como "Tio Patinhas"
Foto: Reprodução

AMAZONAS – O Tribunal do Júri de Manaus realizou ontem o julgamento de Clemilson dos Santos Farias, conhecido como ‘Tio Patinhas’, acusado de ser o mandante do assassinato de Adriana Monteiro da Cruz, ocorrido em 8 de julho de 2017 no bairro Novo Aleixo. O crime teria sido um engano – o alvo seria a irmã da vítima, casada com um traficante rival.

Por volta das 21h45 daquele dia, Adriana, então com 32 anos, foi surpreendida por dois homens armados enquanto estava sentada em frente à casa da mãe, no Conjunto Amazonino Mendes. Testemunhas relataram que os atiradores chegaram a pé, efetuaram vários disparos contra a vítima – que foi atingida no peito – e fugiram do local. Adriana não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Investigação e acusação

Segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o crime foi encomendado por “Tio Patinhas”, líder de uma organização criminosa, como retaliação contra a irmã de Adriana. A denúncia apontou outros três envolvidos – Mardson de Oliveira Serrão, Rodrigo Pereira da Silva e Alessandro Campos da Costa – que morreram durante o andamento do processo.

O julgamento

Presidido pelo juiz Diego Daniel Dal Bosco, o julgamento contou com a atuação dos promotores Marcelo Bitarães e Leonardo Tupinambá. Foram ouvidas três investigadoras da Polícia Civil antes do interrogatório do réu. A defesa e a acusação tiveram 90 minutos cada para apresentar seus argumentos finais.

“Tio Patinhas” já foi considerado um dos criminosos mais procurados do Amazonas. Em 2018, foi preso em um apartamento de luxo na região metropolitana do Recife (PE). Teve a prisão revogada em 2022 por decisão judicial que considerou frágeis as provas, mas foi recapturado dois dias depois.

A sentença deverá ser divulgada nos próximos dias. Caso condenado, “Tio Patinhas” poderá responder por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A família de Adriana aguarda o desfecho do caso após quase oito anos do crime.

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