Preso por espancar namorada, advogado João Neto nunca foi PM

Em nota oficial, a PM esclareceu que João Neto foi desligado do curso após denúncias de agressão
Foto: Divulgação

Brasil – A Polícia Militar da Bahia revelou nesta sexta-feira (19) que o advogado e influenciador João Francisco de Assis Neto, conhecido por atuar como advogado de Pablo Marçal nas eleições, nunca foi policial militar formado e foi expulso da corporação há 15 anos, ainda durante o curso de formação de soldados.

Em nota oficial, a PM esclareceu que João Neto foi desligado do curso após denúncias de agressão e por ter sido flagrado utilizando métodos irregulares em uma avaliação. “Como foi excluído antes da conclusão do curso, ele em nenhum momento trabalhou na rua como policial militar formado”, reforçou a corporação.

A revelação surge em meio à repercussão da prisão de João Neto, que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após agredir sua companheira no condomínio onde moram, no bairro de Jatiúca, em Maceió (AL). Vídeos registrados por câmeras de segurança e divulgados nas redes sociais mostram o momento das agressões.

Nos últimos anos, João Neto ficou conhecido nas redes sociais por se apresentar como ex-policial militar e relatar supostas ações violentas enquanto estaria na corporação. Em uma das gravações, ele afirma ter matado 28 pessoas na Bahia e outras 4 em Alagoas, além de dizer que usava o chamado “kit flagrante” – composto por droga, balança e dinheiro – para incriminar inocentes. “Quantos policiais plantam drogas? Não vamos ser falsos moralistas”, disse em uma das declarações polêmicas.

OAB apura conduta e pode cassar registro

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se pronunciou sobre o caso e informou que está apurando a conduta de João Neto. As seccionais da Bahia e de Alagoas, por onde ele está inscrito, abriram diálogo institucional para investigar o caso de forma coordenada.

Em nota, a OAB-BA afirmou que “reitera o mais veemente repúdio a toda e qualquer forma de violência praticada contra mulheres” e destacou que condutas como as atribuídas a João Neto podem resultar na apuração de inidoneidade moral e, se confirmadas, na exclusão dos quadros da Ordem.

A entidade reforçou ainda seu compromisso com a ética e com a proteção dos direitos fundamentais, ressaltando que “a ética valoriza a advocacia e é instrumento essencial para a proteção da sociedade e do prestígio da classe”.

João Neto segue preso preventivamente enquanto as investigações prosseguem.

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