Dona do CM7 afirma procurar pistoleiros para matar jornalista em Manaus

Ameaças teriam começado após reportagem sobre empresa do marido da acusada; caso inclui áudios com promessas de violência.

MANAUS – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apresentou denúncia formal contra a blogueira e empresária Cileide Moussallem por crimes de ameaça, injúria e difamação contra a jornalista Paula Litaiff, CEO da Revista Cenarium, e suas duas filhas menores. O documento, protocolado em 27 de março de 2025, resulta de investigações sobre mensagens de ódio disseminadas em grupos de WhatsApp e áudios públicos.

As provas coletadas pelo MP-AM revelam que a acusada utilizou um grupo com 270 participantes no aplicativo de mensagens para fazer ameaças explícitas contra a vida da profissional e de suas crianças. Entre as declarações atribuídas à empresária estão frases como “essa doente mental vai pagar caro” e “meus filhos te acharão até no inferno”, demonstrando intenção clara de causar terror psicológico.

O caso ganhou dimensão mais grave com a circulação de um áudio supostamente enviado por Cileide, onde ela mencionaria a contratação de “pistoleiros” para executar a jornalista. No registro, a empresária afirmaria estar disposta a cumprir seu intento “mesmo que fosse presa por isso”, mostrando total desprezo pelas consequências legais de suas ações.

A motivação das ameaças estaria relacionada a uma reportagem publicada pela Revista Cenarium sobre supostas irregularidades em contratos da empresa Provida, da qual o marido de Cileide é sócio. Segundo a denúncia ministerial, as intimidações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, atingindo inclusive as filhas menores da vítima, configurando conduta especialmente reprovável.

O MP-AM enquadrou o caso nos artigos 139 (difamação), 140 (injúria) e 147 (ameaça) do Código Penal, destacando o caráter público e reiterado das ofensas. A promotora Carla Santos Guedes Gonzaga ressaltou na denúncia que a ré demonstrou completa indiferença pelas consequências de seus atos, com declarações que reforçavam sua determinação em concretizar as ameaças.

A situação se agrava pelo histórico judicial da acusada, que já responde a outros processos criminais, impedindo a aplicação de acordos de não persecução penal. Paralelamente ao processo criminal, a jornalista ingressou com medidas protetivas e ações cíveis para garantir a segurança de sua família.

O Judiciário deverá agora intimar a denunciada para apresentação de defesa, além de marcar audiências para ouvir a vítima e testemunhas. Em caso de condenação, a blogueira poderá enfrentar penas que variam de multas à privação de liberdade, conforme a gravidade dos crimes comprovados.

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