O indiano Vishwash Kumar Ramesh, de 40 anos, viveu o que muitos considerariam impossível: ele foi o único sobrevivente da queda do voo AI171, da Air India, que seguia de Mumbai para Londres. O acidente aconteceu logo após a decolagem e deixou 242 mortos, além de outras 50 vítimas que estavam no solo.
Em entrevista à emissora DD News, Ramesh revelou detalhes dos minutos de pânico e do milagre que o salvou. “Por um momento, achei que minha vida tinha acabado. Quando percebi que estava consciente, só pensava em sair dali com vida”, relatou.
O passageiro conta que sentiu um problema logo após a decolagem. “O avião pareceu travar no ar, como se algo estivesse preso. Logo depois, começou a cair em alta velocidade. As luzes de emergência acenderam e percebi que estava acontecendo algo muito errado”, descreveu.
O impacto foi devastador. A aeronave, um Boeing 787-8 Dreamliner, colidiu contra um alojamento de estudantes de medicina, matando também pessoas em terra. Segundo Ramesh, ele estava sentado próximo a uma saída de emergência, que acabou cedendo com a força do choque.
“O lado do avião em que eu estava bateu no chão, e a porta se rompeu. Vi um espaço aberto, e sem pensar muito, me joguei por ali. A outra parte estava bloqueada por um muro. Ninguém daquele lado teria chance de sair”, contou.
Ramesh escapou andando dos destroços, mesmo com queimaduras no braço e ferimentos no rosto. Logo após ser resgatado, recebeu a visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no hospital.
O acidente deixou uma cena de destruição tanto no local da queda quanto na região residencial atingida pelos destroços. Equipes de resgate trabalharam durante horas para conter o fogo e buscar possíveis sobreviventes, mas, infelizmente, apenas Ramesh foi encontrado com vida.
Ainda não há informações oficiais sobre a causa da tragédia. A Agência de Aviação Civil da Índia e peritos internacionais investigam se houve falha mecânica ou erro humano.
“Eu não sei por que estou vivo. É um milagre. Vi pessoas morrendo na minha frente e, de alguma forma, consegui sair. Isso nunca vai sair da minha memória”, concluiu o sobrevivente.





