Cheia no Rio Negro alaga Centro de Manaus

Duas vias de um dos mais conhecidos cartões-postais de Manaus, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, estão alagadas.

MANAUS – Moradores e comerciantes do Centro estão passando por momentos de sufoco com alagamentos após o Rio Negro atingir a cota de inundação severa. Duas vias de um dos mais conhecidos cartões-postais de Manaus, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, estão alagadas. Apesar da instabilidade, este ano a contagem não prevê o recorde de cheia histórica.

A cota de inundação foi atingida no último domingo (28) e mantém o marco de 29,02 metros. As informações são da Defesa Civil do Amazonas, que divulgou um boletim na terça-feira (1º) sobre pessoas afetadas pela cheia dos rios. Os dados apontam para mais de 525 mil pessoas prejudicadas de alguma forma pela cheia do Rio Amazonas.

A travessa Tabelião Lessa, que liga a rua diretamente ao rio, costuma ser invadida pela água durante o período da cheia, e já está parcialmente submersa. A rua dos Barés, nos fundos do mercado, também está alagada, gerando preocupação entre motoristas e feirantes.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a previsão é que o rio não atinja a marca histórica de 30,02 metros, registrada em 2021. A estimativa foi divulgada no 3º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2025.

O monitoramento do Rio Negro é feito com base nas cotas de medição, tendo como referência a cheia recorde de 2021. 

No bairro Educandos, Zona Sul de Manaus, moradores reivindicam a construção de pontes de madeira para garantir o acesso às residências, especialmente nas áreas mais atingidas pelos alagamentos.

A Prefeitura e os órgãos de defesa seguem monitorando a situação, enquanto comerciantes tentam manter as atividades em meio ao avanço da água.

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