Dendropsophus ozzyi: o ‘sapo-morcego’ da Amazônia que canta como Ozzy Osbourne

O sapo foi batizado com o nome do ícone do rock, que morreu na semana passada
(Foto: Divulgação)

Manaus – O legado de Ozzy Osbourne atravessou os limites da música e agora ecoa também nas florestas da Amazônia. Uma espécie de sapo descoberta por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, no Pará, foi batizada com o nome do ícone do rock: Dendropsophus ozzyi, também conhecido como “sapo-morcego”.

A descoberta foi feita em 2008 por Marcelo Sturaro e Pedro Peloso, durante uma expedição científica. Anos depois, em 2014, os cientistas confirmaram que o pequeno anfíbio de apenas 2 centímetros pertencia a uma espécie até então desconhecida. Fãs de Ozzy, os pesquisadores decidiram prestar uma homenagem ao músico britânico batizando a nova espécie com seu nome.

O apelido popular “sapo-morcego” não veio à toa. O macho da espécie é capaz de emitir sons agudos de até 9 quilohertz (kHz), frequência incomum entre sapos e que se assemelha ao eco de um morcego — animal eternamente ligado à imagem de Ozzy por um episódio marcante em sua carreira nos palcos.

Além da potência vocal, o Dendropsophus ozzyi chama atenção por seu comportamento noturno e seu habitat exclusivo na região amazônica. Ele vive em arbustos e pequenas árvores nas florestas do leste do Amazonas e oeste do Pará, onde as áreas ainda são consideradas bem preservadas.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a espécie foi classificada em 2018 como “Menos Preocupante” no risco de extinção, graças à ausência de ameaças diretas em seu habitat natural.

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