Serra (ES) – IMAGEM FORTE -Um caso grave de suposto erro em procedimento de enfermagem no Hospital Estadual Jayme Santos Neves (HEJSN), na cidade de Serra (ES), vem gerando comoção e indignação nas redes sociais. A mãe de um bebê relatou que seu filho, José, nascido saudável em 19 de agosto após um parto normal, sofreu uma queimadura no pé horas após nascer.
Segundo o relato publicado pela mãe, o bebê havia sido levado ao berçário aquecido porque apresentava temperatura de 36,2ºC, ligeiramente abaixo do ideal de 36,5ºC. No local, uma enfermeira teria esquentado algodão em uma lâmina aquecida — descrita pela família como “uma brasa” —, colocado o material dentro da meia do recém-nascido e vestido novamente o macacão. Minutos depois, o bebê começou a chorar intensamente, e a mãe, alertada pelo cheiro de queimado, descobriu que o pé da criança havia sido lesionado.
“Graças a Deus minha mãe viu a tempo, pois agora eu poderia estar sem meu filho por ter queimado ele inteiro”, desabafou a mãe, que ainda afirmou que José precisou ser transferido para o Hospital Infantil, onde está internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). O bebê deve passar por cirurgia para avaliar a profundidade da queimadura.

MPES abre apuração
Na noite de sexta-feira (22), o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) informou ter instaurado procedimento, por meio da Promotoria de Justiça Cível e da Infância e Juventude da Serra, para apurar as circunstâncias da queimadura sofrida pelo recém-nascido.
O HEJSN é gerido desde 2012 pela Associação Evangélica Beneficente Espírito-santense (AEBES), que recebeu a concessão na condição de Organização Social (OS). Até o momento, o hospital não divulgou nota oficial sobre o caso.
Enquanto isso, a família denuncia descaso e negligência. A mãe destacou que, além do sofrimento físico da criança, a situação trouxe consequências irreversíveis: “Meu filho nasceu bem e horas depois prejudicaram nossas vidas de uma forma terrível. Eu estou de resguardo, levei 20 pontos e não estou tendo o direito de descansar como precisaria. Foi tirado o direito do meu filho de ter amamentação exclusiva. Nós teríamos alta hoje se não fosse essa situação”, relatou.

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