PESQUISA – O Amazonas registrou 3.500 acidentes envolvendo animais peçonhentos em 2025, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Serpentes, escorpiões e aranhas lideram as notificações em todo o estado, com Manaus concentrando o maior número de ocorrências entre os municípios.
Segundo o panorama da fundação, as serpentes respondem por 1.846 registros neste ano, mantendo-se como principal causa de acidentes do tipo no Amazonas. Na sequência aparecem os escorpiões, com 577 casos, e as aranhas, com 412 notificações. Outros animais peçonhentos, como lagartas, abelhas e formigas, completam o total. Os técnicos apontam que o contato aumenta em épocas de chuva e em áreas com mato alto, entulho ou acúmulo de lixo, que servem de abrigo para esses bichos.
No recorte por cidade, Manaus lidera o ranking estadual, com 491 acidentes registrados em 2025. Em seguida aparecem Itacoatiara (195), Tefé (162), Parintins (160), Maués (155), Rio Preto da Eva (145), São Gabriel da Cachoeira (143) e Apuí (124). A FVS-RCP destaca que, embora muitos casos ocorram na zona rural e em comunidades ribeirinhas, a área urbana também registra acidentes frequentes, sobretudo em bairros com terrenos baldios e pouca limpeza.
Os acidentes com serpentes costumam atingir trabalhadores rurais, pescadores e moradores que circulam por áreas de floresta, beira de rio ou terrenos com vegetação densa. Já os acidentes com escorpiões e aranhas aparecem com mais força em casas, quintais e depósitos, onde esses animais se escondem em sapatos, pilhas de tijolos, telhas e móveis encostados. Crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes tendem a ter maior risco de complicações após a picada.
A FVS-RCP orienta que, em caso de acidente, a pessoa vá o mais rápido possível a uma unidade de saúde ou hospital que disponha de soro antiveneno, levando, se for seguro, a foto ou o animal morto para ajudar na identificação. A fundação ressalta que não se deve fazer cortes no local da picada, aplicar torniquete, usar substâncias caseiras ou tentar sugar o veneno, práticas que podem agravar o quadro.
Como forma de prevenção, as recomendações incluem manter quintais limpos, reduzir entulho, vedar frestas em paredes e portas, sacudir roupas e calçados antes de usar e usar botas e luvas em atividades de roçado ou limpeza de áreas com mato. Em áreas rurais, a orientação é evitar colocar mãos e pés em buracos ou sob pedras e troncos sem visualização prévia, além de manter galpões e depósitos organizados. A FVS-RCP afirma que a maior parte dos acidentes pode ser evitada com medidas simples de cuidado com o ambiente ao redor das casas e locais de trabalho.





