AMAZONAS – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) registrou aumento de 8,2% no número de ações judiciais em 2025, enquanto o restante do país enfrentou queda média de 4,5%. O dado refere-se ao ano completo de 2025, com comparação ao ano anterior, e posiciona o Amazonas como exceção na estatística nacional divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A variação ocorre em meio a crescimento populacional e demandas acumuladas na capital e interior.
O TJAM recebeu 1,2 milhão de novos processos em 2025. Esse volume supera em 92 mil ações o total de 2024. A maioria envolve questões cíveis, trabalhistas e de família. O estoque de processos pendentes chegou a 2,8 milhões ao fim do ano.
Desempenho processual mostra produtividade elevada dos magistrados amazonenses. Cada juiz movimentou média de 8.452 processos em 2025. O índice supera a meta nacional do CNJ, fixada em 8 mil por magistrado. Tempo médio de tramitação caiu para 2 anos e 3 meses.
Crescimento das ações ocorre por expansão urbana em Manaus e polos como Parintins e Itacoatiara. População do estado subiu 2,1% em 2025, conforme IBGE. Aumento de litígios consumeristas e previdenciários explica parte da alta. Pandemia deixou resquícios em disputas contratuais.
Outros estados registraram redução por conciliação e julgamentos em massa. São Paulo viu queda de 6%; Rio de Janeiro, 5,2%. Piauí liderou com 12% a maior retração nacional. Amazonas contrasta por judicialização crescente de conflitos locais.
Corregedoria do TJAM atribui alta a maior acesso à Justiça via programas como o Justiça Itinerante. Iniciativa atendeu 45 mil pessoas em 45 comarcas remotas. Digitalização acelerou entrada de petições eletrônicas em 28%.
Relatório do CNJ aponta que Brasil soma 82 milhões de processos em 2025. Queda nacional reflete Prioridade Absoluta na Primeira Infância e resolução de precatórios. Amazonas mantém posição entre os cinco estados com maior crescimento relativo.
Desafios incluem sobrecarga em varas de família e violência doméstica. Casos subiram 15% após 2024. TJAM planeja 200 novos servidores para 2026. Orçamento judicial cresceu 12% para comportar expansão.





