MANAUS – O número de municípios em situação de emergência devido à cheia no Amazonas subiu para 42, conforme informou a Defesa Civil do estado nesta quinta-feira (10). As cidades de Iranduba e Barcelos foram as mais recentes a terem a situação reconhecida oficialmente pelo governo estadual.
A cheia dos rios já impacta mais de 535 mil pessoas em todo o Amazonas. Diversas comunidades enfrentam dificuldades para se locomover, perdas significativas na produção agrícola e alagamentos em suas residências. Segundo o tenente Charlis Barroso, da Defesa Civil, existem municípios onde o nível dos rios está elevado, mas que ainda não decretaram emergência porque as prefeituras têm conseguido responder à situação com recursos próprios.
Em Barcelos, o Rio Negro atingiu a marca de 9,70 metros, de acordo com o monitoramento hidrometeorológico da Defesa Civil. Já em Iranduba, a medição do Rio Solimões não foi divulgada até o momento.
Na capital, Manaus, o Rio Negro está na cota de 29,01 metros, segundo a medição mais recente do Porto de Manaus. O nível do rio recuou quatro centímetros nos últimos dois dias, mas ainda preocupa autoridades e moradores.
A cheia também afeta a educação. Dados da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) apontam que 444 alunos de quatro municípios — Anamã, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Uarini — foram impactados. Esses estudantes seguem acompanhando as aulas pelo programa de ensino remoto “Aula em Casa”.
Para minimizar os efeitos da cheia, o Governo do Amazonas já enviou:
- 580 toneladas de cestas básicas
- 2.450 caixas d’água de 500 litros
- 57 mil copos de água potável da Cosama
- 10 kits purificadores do programa Água Boa
- 1 Estação de Tratamento Móvel (Etam) para 18 municípios
Além disso, foram distribuídos 72 kits de medicamentos para os municípios de Apuí, Boca do Acre, Manicoré, Humaitá, Ipixuna, Guajará e Novo Aripuanã, beneficiando mais de 35 mil pessoas. Manicoré recebeu uma nova usina de oxigênio, com capacidade de produção de 30 metros cúbicos por hora, destinada ao hospital municipal. Em Apuí, seis cilindros de oxigênio foram disponibilizados como reserva de segurança.
A situação segue monitorada pelas autoridades, enquanto o governo estadual e as prefeituras continuam mobilizados para prestar assistência às populações atingidas.
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