Chuvas intensas elevam riscos de desastres em Manaus

O aviso meteorológico cita riscos de interrupção de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

MANAUS – Chuvas fortes causaram alagamentos, deslizamento de barranco e desabamentos em Manaus, enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de tempestades com ventos de até 100 km/h para grande parte do Amazonas. O quadro decorre de instabilidade atmosférica e o instituto prevê volume de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulado entre 50 e 100 milímetros em até dois dias. O caso aconteceu na segunda-feira (2), em Manaus, e a previsão aponta continuidade das condições nesta terça-feira (3) em boa parte do estado.

O aviso meteorológico cita riscos de interrupção de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Como prevenção, o Inmet orienta que a população evite abrigo debaixo de árvores e não estacione veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda, além de não usar aparelhos eletrônicos ligados na tomada durante os temporais. Em emergências, a recomendação é acionar Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

Na segunda-feira (2), órgãos de atendimento registraram quatro alagamentos em Manaus, um na zona Leste, um na zona Sul e dois na zona Centro-Sul. Também houve deslizamento de barranco na zona Leste e dois desabamentos na zona Norte, um em residência e outro em muro, além de risco de desabamento identificado na zona Centro-Oeste. Esses episódios atingem principalmente moradores em áreas vulneráveis no período do chamado inverno amazônico.

Levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que cerca de 112 mil pessoas vivem em 438 setores de Manaus classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4), sujeitos a inundações, enxurradas, erosões e deslizamentos. Os bairros Jorge Teixeira, Cidade Nova, Gilberto Mestrinho, Alvorada, Mauazinho e Nova Cidade concentram 194 desses setores, com mais de 13 mil domicílios e cerca de 52 mil moradores expostos a processos geológicos e hidrológicos. No total, o estudo indica 362 setores de risco alto e 76 de risco muito alto e mostra aumento em relação a 2019, quando cerca de 73 mil pessoas viviam em áreas de risco, o que reforça a necessidade de monitoramento, obras de contenção e planejamento urbano voltado à redução de danos.

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