O Amazonas iniciou o mês de setembro sob alerta para a redução no nível dos rios, com previsões que indicam a possibilidade de uma das piores secas dos últimos anos. Estimativas do Serviço Geológico do Brasil apontam que o Rio Negro pode atingir 12,31 metros em Manaus até o final de outubro, caso o comportamento siga o padrão de anos com estiagem rigorosa. Em medições recentes, o rio baixou 85 centímetros em uma semana, alcançando a marca de 24,04 metros.
O cenário de queda na cota das águas também afeta outros pontos do estado, como Tabatinga, no rio Solimões, e Itacoatiara, no rio Amazonas, além de municípios como Manacapuru e Beruri. Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, 31 cidades amazonenses registraram condições de seca moderada ou severa na agricultura familiar durante o mês de agosto, além de impactos observados em áreas indígenas e unidades de conservação.
Diante do quadro hidrológico, o governo federal liberou R$ 16,2 milhões para municípios do Amazonas em ações de resposta e recuperação a desastres ao longo do ano. Do total, Manaus concentrou o maior montante, recebendo R$ 8,1 milhões. Cidades como Beruri, Benjamin Constant, Tapauá, Manacapuru, Juruá e Santa Isabel do Rio Negro também figuram entre os locais atendidos com repasses. As projeções e o acompanhamento dos rios integram as ações conjuntas de órgãos federais no Painel El Niño.






