Criação de 92 cargos no MP-AM provoca reação e críticas de servidores

Entidades pedem revisão das propostas e prioridade para concursos que reforcem o quadro efetivo da instituição.

A proposta de criação de 92 cargos no Ministério Público do Amazonas (MP-AM) gerou reação entre servidores e entidades representativas, que questionam a ampliação de funções sem concurso público suficiente para recompor o quadro efetivo. Críticas apontam risco de aumento de cargos em comissão em detrimento de vagas permanentes, o que, segundo os servidores, fere princípios de isonomia e meritocracia.

Representantes de sindicatos lembram que o MP-AM passou longos períodos sem realizar concursos para funções da área jurídica e administrativa, enquanto discute internamente projetos para ampliar postos de assessoramento e confiança. Textos e relatórios citados pelo movimento de servidores mencionam a possibilidade de quase metade do quadro ser ocupado por comissionados em determinados cenários, o que preocupa quem defende renovação por meio de certames.

Os críticos afirmam que a criação de cargos sem concurso adequado pode comprometer a qualidade do serviço, a independência técnica e a transparência, além de contrariar a prática que o próprio MP-AM cobra de outros órgãos públicos quando questiona contratações temporárias e processos seletivos simplificados. Entidades pedem revisão das propostas e prioridade para concursos que reforcem o quadro efetivo da instituição.

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