MANAUS – A defesa da médica Juliana Brasil Santos protocolou petição na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus denunciando “extrema gravidade” na condução do Inquérito Policial nº 3472/2026. Os advogados solicitam o reconhecimento de suspeição ou afastamento imediato do delegado Marcelo Martins, responsável pela investigação da morte do menino Benício Xavier de Freitas.
A ação ocorreu nesta terça-feira (24). A defesa acusa o delegado de quebrar sigilo funcional e manipular a opinião pública. Alegam que Martins divulgou informações sigilosas à imprensa antes de perícias oficiais, comprometendo a imparcialidade do processo. Declarações públicas sobre vídeo apresentado pela defesa teriam sido feitas sem análise técnica conclusiva.
O caso investiga a morte de Benício, de 6 anos, após erro na administração de adrenalina no Hospital Santa Júlia. A médica prescreveu o medicamento por via intravenosa, quando o protocolo exige intramuscular. Perícia no celular de Juliana revelou mensagens sugerindo tentativa de fraude processual com vídeo manipulado para alegar falha no sistema hospitalar.
Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raiza Bentes foram afastadas por 12 meses por decisão judicial. Elas respondem por homicídio doloso qualificado. O delegado Marcelo Martins afirmou à imprensa que Juliana teria encomendado e pago por vídeo adulterado, informação contestada pela defesa como vazamento ilegal de dados sigilosos.
O delegado não se manifestou sobre o pedido de suspeição protocolado nesta terça-feira (24). A investigação segue no 24º Distrito Policial de Manaus. A Justiça ainda não se pronunciou sobre o afastamento de Marcelo Martins da condução do Inquérito Policial nº 3472/2026.





