Entrada gratuita: documentário destaca resistência cultural em Manaus durante Ditadura Militar

“A Amazônia como palco” estreia em 27 de agosto; Obra mostra atuação do grupo TESC entre 1968 e 1982, foco na resistência à repressão.

MANAUS – O documentário “A Amazônia como palco – uma história do Teatro Experimental do Sesc (Tesc)” lança luz sobre a resistência cultural promovida por artistas e intelectuais em Manaus durante a Ditadura Militar. O filme dirigido por Gustavo Soranz destaca o papel do TESC, grupo teatral formado no final dos anos 1960, que enfrentou a censura e valorizou temas amazônicos em suas obras.

Com 93 minutos de duração, a produção apresenta duas fases marcantes do TESC, entre 1968 e 1982. O grupo ganhou notoriedade nacional nos anos 1970 ao reunir nomes como o escritor Márcio Souza e o poeta Aldisio Filgueiras, criando peças críticas ao processo de desenvolvimento regional e à política da Zona Franca de Manaus. Obras como “A paixão de Ajuricaba”, “Dessana, Dessana”, “Tem Piranha no Pirarucu” e “A resistível ascenção do boto Tucuxi” se tornaram clássicos do teatro brasileiro.

O lançamento acontece no dia 27 de agosto, às 20h, no Teatro Amazonas, com acesso gratuito. A obra faz parte de projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo, reunindo depoimentos e registros históricos de importantes personagens da cultura amazonense. A iniciativa, segundo a Secretaria de Estado de Cultura, representa um resgate fundamental da memória regional e inspira novas gerações de artistas a enxergar a arte como forma de resistência.

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