MANAUS – O documentário “A Amazônia como palco – uma história do Teatro Experimental do Sesc (Tesc)” lança luz sobre a resistência cultural promovida por artistas e intelectuais em Manaus durante a Ditadura Militar. O filme dirigido por Gustavo Soranz destaca o papel do TESC, grupo teatral formado no final dos anos 1960, que enfrentou a censura e valorizou temas amazônicos em suas obras.
Com 93 minutos de duração, a produção apresenta duas fases marcantes do TESC, entre 1968 e 1982. O grupo ganhou notoriedade nacional nos anos 1970 ao reunir nomes como o escritor Márcio Souza e o poeta Aldisio Filgueiras, criando peças críticas ao processo de desenvolvimento regional e à política da Zona Franca de Manaus. Obras como “A paixão de Ajuricaba”, “Dessana, Dessana”, “Tem Piranha no Pirarucu” e “A resistível ascenção do boto Tucuxi” se tornaram clássicos do teatro brasileiro.
O lançamento acontece no dia 27 de agosto, às 20h, no Teatro Amazonas, com acesso gratuito. A obra faz parte de projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo, reunindo depoimentos e registros históricos de importantes personagens da cultura amazonense. A iniciativa, segundo a Secretaria de Estado de Cultura, representa um resgate fundamental da memória regional e inspira novas gerações de artistas a enxergar a arte como forma de resistência.
Leia mais:
- Longe dos holofotes: as praias preferidas dos famosos
- Famosos com HIV falam sobre o assunto; um é brasileiro
- Aos 73 anos, Vera Fischer lamenta a falta de paquera: ‘Uma cantada é muito’
Confira as principais notícias do dia no Portal Notícias + 360: https://noticiamais360.com.br/





