FBI divulga imagens de pessoa de interesse no caso Charlie Kirk e pede ajuda ao público

Kirk, 31 anos, conservador e aliado de Trump, construiu uma audiência ampla nas redes e se tornou figura de mobilização de jovens eleitores, com influência mantida sobre indicações políticas alinhadas ao presidente.

BRASIL – O FBI divulgou imagens de uma pessoa de interesse ligada ao assassinato de Charlie Kirk e confirmou a recuperação do rifle que teria sido usado no crime, com pedido de apoio ao público para identificar o homem retratado nas fotos e envio de pistas pelo 1-800-CALL-FBI; as imagens saíram nesta quinta-feira (11), um dia após o homicídio registrado durante um evento no campus da Utah Valley University, em Orem, Utah.

As fotos publicadas no perfil do FBI de Salt Lake City no X exibem um homem de boné preto e óculos escuros, com calça jeans e camiseta preta com estampa que inclui uma bandeira dos Estados Unidos, e a agência trata o retratado como “pessoa de interesse”, sem formalização de acusação até o momento.

Autoridades afirmam que o indivíduo aparenta ter “idade universitária” e que conseguiu se misturar à multidão presente no campus antes de fugir, informação reforçada em coletiva pelo comissário de Segurança Pública de Utah, Beau Mason.

A investigação também anunciou recompensa de até US$ 100 mil por informações que levem à identificação e prisão do responsável pelo assassinato, com divulgação do telefone e de canal para envio de mídias digitais.

O rifle recuperado é descrito como arma de alto poder, de ferrolho, com indicação de modelo antigo calibre .30-06 do tipo Mauser importado, e foi encontrado embrulhado em uma toalha em área arborizada próxima ao campus.

Junto ao armamento, agentes recolheram um estojo deflagrado e munições não deflagradas que traziam inscrições com expressões associadas a ideologia transgênero e antifascista, segundo informações preliminares repassadas a veículos e sob análise pericial.

Equipes informaram a coleta de impressões de calçado, impressão palmar e marcas no antebraço para exames, além do envio do rifle para buscas de DNA e impressões digitais.

O rastreio de câmeras indica que o autor chegou ao campus por volta de 11h52, subiu por escadas até o telhado de um prédio próximo ao local do evento e disparou um único tiro por volta de 12h20, antes de saltar por outro lado da edificação e fugir para um bairro vizinho.

Charlie Kirk foi baleado no pescoço durante a apresentação da Turning Point USA e retirado por sua equipe para um hospital próximo, onde morreu em poucos minutos após o atendimento inicial.

O evento fazia parte da turnê American Comeback da Turning Point USA, organização cofundada por Kirk, que reúne público estudantil em campi de todo o país e, nesta ocasião, reunia cerca de 1.000 pessoas conforme relatos iniciais.

As autoridades classificam o ataque como direcionado e mantêm operação com equipes que percorrem bairros, buscam imagens de campainhas e colhem depoimentos para localizar o autor.

A universidade anunciou de forma inicial que havia um preso, mas a polícia corrigiu a informação ao esclarecer que a detenção era por obstrução de justiça e que o homem foi liberado logo depois.

Horas após o fato, uma publicação no X atribuída ao diretor do FBI, Kash Patel, mencionou que o suspeito estaria sob custódia, mas a informação foi desmentida na sequência ao se confirmar que o detido não era o atirador.

O governador de Utah, Spencer Cox, afirmou que o autor, quando capturado, pode enfrentar a pena de morte no estado, posição apresentada em coletiva com a ressalva de que o caso segue sem motivação definida pelas autoridades.

Caso o caso receba tipificação federal por terrorismo, a ação pode migrar ao sistema de justiça criminal federal, com possibilidade de pedido de pena capital pelo Departamento de Justiça, hipótese citada por relatos políticos associados ao entorno presidencial.

Donald Trump atribuiu o crime à retórica da “esquerda radical”, enquanto os investigadores em Utah afirmam que não apontaram motivação e que a análise de evidências e pistas segue em curso.

O episódio reaviva temores sobre escalada de violência política nos Estados Unidos e aparece ao lado de ocorrências recentes citadas publicamente, como o assassinato de uma legisladora estadual em Minnesota, o incêndio na casa do governador da Pensilvânia e o atentado a tiro durante um comício de Trump no ano passado.

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