SAÚDE – Quando o cheiro de fumaça atravessa as janelas no Amazonas, é sinal de que um alerta silencioso está no ar. Entre maio e outubro, os meses mais secos no estado, a população sofre com o aumento da poluição e a queda na qualidade do ar. Nos bairros urbanos e nas comunidades ribeirinhas, as consequências vão muito além do incômodo. Crescem as crises alérgicas, os casos de asma, bronquite e até problemas cardiovasculares.
Para enfrentar esse cenário, o Governo do Amazonas investe em uma estratégia que une prevenção, monitoramento e resposta rápida. O acompanhamento dos focos de calor é feito em tempo real no estado pelo Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-AM), coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e com atuação conjunta do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Segurança Pública.
O Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), sob responsabilidade do Ipaam, organiza ações de fiscalização e combate. O Corpo de Bombeiros mantém protocolos para atendimento imediato a queimadas e incêndios florestais.
As medidas preventivas incluem campanhas de educação ambiental realizadas em 13 municípios, entre janeiro e julho deste ano. Essas ações alcançaram mais de 11 mil estudantes e professores e reforçaram a conscientização sobre os riscos do uso do fogo. A tecnologia também cumpre papel essencial nesse trabalho. Foram instalados 62 sensores de monitoramento da qualidade do ar em todos os municípios, conectados ao sistema “Selva”, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Esses dados geram alertas diários enviados pela Defesa Civil às prefeituras e orientam decisões da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP). Sempre que a poluição atinge níveis preocupantes, os órgãos de saúde emitem recomendações à população.
Apesar dos esforços, o desafio cresce a cada ano. Especialistas alertam que as mudanças climáticas tendem a prolongar as estiagens e ampliar a intensidade das queimadas. Isso exige integração cada vez mais estreita entre os setores ambiental e de saúde. No Amazonas, preservar a floresta significa também salvar vidas. Como lembra a campanha do Ministério da Saúde: “Se tem fumaça, tem que ter cuidado”.
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