Greve de ônibus em Manaus entra no segundo dia com apenas metade da frota

Capital está enfrentando um trânsito pesado e dificuldade de locomoção
Foto: Reprodução

AMAZONAS – A capital amazonense enfrenta seu segundo dia consecutivo de greve dos rodoviários, deixando milhares de passageiros sem opções de transporte e causando congestionamentos recordes. Com metade da frota de ônibus paralisada, terminais e pontos de ônibus amanheceram superlotados, com filas que se estendiam por quarteirões. Muitos usuários relataram esperar mais de uma hora para embarcar, enquanto outros foram obrigados a viajar pendurados nas portas dos veículos devido à lotação excessiva.

A falta de ônibus impactou diretamente o tráfego na cidade, com avenidas como Djalma Batista e Constantino Nery registrando engarrafamentos incomuns para um dia de semana. Motoristas chegaram a levar duas horas para percorrer trajetos que normalmente durariam 30 minutos. A alta demanda por aplicativos de transporte elevou as tarifas e aumentou o tempo de espera para até 45 minutos em algumas regiões.

As negociações entre o Sindicato dos Rodoviários (Sinetram), as empresas de transporte e a prefeitura seguem sem avanços. Enquanto o sindicato oferece um reajuste de 5%, os trabalhadores exigem 12% de aumento e a manutenção dos postos de cobradores, ameaçados pela modernização da frota. O presidente do sindicato afirmou que a paralisação não tem prazo para acabar e só será encerrada quando as demandas forem atendidas.

O comércio no centro da cidade registrou queda no movimento, com estabelecimentos operando com equipes reduzidas devido à dificuldade de deslocamento dos funcionários. A Secretaria Municipal de Educação suspendeu as aulas em escolas onde mais da metade dos alunos e professores dependem do transporte público.

A prefeitura convocou uma reunião de emergência para mediar o conflito, mas as chances de acordo imediato são baixas. Enquanto isso, a Defensoria Pública monitora o cumprimento de uma decisão judicial que multa as empresas que não mantiverem o mínimo de frota circulando. A população, já afetada pela greve, aguarda uma solução que normalize o transporte coletivo na cidade.

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