Homem que teria violentado criança autista é achado com bilhete sombrio

Corpo apareceu na rua Juticá na madrugada desta segunda (21); Bilhete que acusa homem morto é alvo de investigação pela DEHS.

MANAUS – Um homem de identidade não confirmada foi encontrado morto na madrugada de segunda-feira (21), na rua Juticá, bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus. A cena foi descoberta por adolescentes a caminho da escola, que acionaram a Polícia Militar quando perceberam o corpo em via pública.

O corpo estava com as mãos amarradas para trás com fios elétricos e apresentava diversos ferimentos causados por disparos de arma de fogo na cabeça, caracterizando uma execução. Junto ao local do crime, os policiais recolheram cápsulas de munição e detectaram uma grande quantidade de sangue. Próximo ao corpo, foi deixado um bilhete pelos autores do crime, onde se lia: “Morri porque sou ‘jack’ e estuprei uma criança autista de 6 anos”.

Investigação e Hipóteses

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ficou encarregada do caso. O delegado Daniel Verzani informou que a polícia apura se a acusação escrita no bilhete é verdadeira, ou se se trata de uma tentativa dos assassinos de justificar publicamente o homicídio. A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança das redondezas para identificar os autores.

O homem aparentava 20 a 28 anos, vestia bermuda jeans, camisa azul escuro estampada, e tinha uma tatuagem de coroa e espada no lado direito do pescoço. A polícia considera que o crime pode estar relacionado à disputa entre facções criminosas, onde execuções desse tipo são precedidas de acusações, reais ou falsas, deixadas de propósito para criar justificativas diante da comunidade.

Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram ao local para perícia, e o Instituto Médico Legal (IML) procedeu com a remoção do corpo para exames detalhados. Até o momento, não há suspeitos confirmados e ninguém foi preso em relação ao caso.

A polícia solicita à população que colabore com informações através do disque-denúncia (181), garantindo o anonimato do denunciante.

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