Influencer identificado como Mel Gibson Batista Amazonas, 29, conhecido como “Gui Sena”, foi preso na tarde desta terça‑feira (31) em Manaus, suspeito de usar perfis falsos em redes sociais e chaves Pix para aplicar golpes contra empresários e políticos da capital, com um dos perfis criados em nome da ex‑BBB e Cunhã‑Poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira.
A prisão aconteceu na rua Achuarana, no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus, onde o suspeito foi encontrado em posse de diversos chips telefônicos usados nas operações de transferência de dinheiro.
A polícia explica que o investigado criava contas falsas usando fotos e nomes de pessoas conhecidas, como celebridades, políticos, empresários e jornalistas, com o objetivo de ganhar a confiança das vítimas, e, em seguida, solicitava transferências via Pix ou cobranças em dinheiro, muitas vezes ameaçando divulgar supostas informações comprometedoras caso não fossem atendido.
Além de Isabelle Nogueira, o suspeito também se passava por familiares de terceiros e por empresários locais, utilizando CPFs e chaves Pix de pessoas alheias, o que dificultava a identificação de quem realmente estava por trás dos golpes.
O delegado Fabiano Rosas informou que o investigado direcionava os golpes principalmente a empresários e políticos da capital, se aproveitando do nome e da imagem de pessoas com visibilidade pública para gerar falsa credibilidade nas conversas.
Conforme a investigação, o suspeito teria faturado mais de R$ 20 mil com o esquema de golpes desde 2022, com as quantias sendo repassadas por meio de várias chaves Pix cadastradas em nomes diferentes.
Ao ser apresentado à imprensa, Mel Gibson Batista Amazonas admitiu a prática dos crimes e afirmou que agiu motivado por dificuldades financeiras, declarando que o valor arrecadado não foi usado para ostentação, mas para ajudar a família, com aproximadamente R$ 20 mil obtidos pelas fraudes.
O suspeito pediu desculpas à Isabelle Nogueira e afirmou ser fã da amazonense, ao mesmo tempo em que reconheceu a gravidade de usar o nome dela nos golpes.
O caso segue sob investigação na Polícia Civil, com a análise de aparelhos celulares e dos chips apreendidos para identificar novas vítimas e possíveis envolvidos no esquema, e o acusado deve responder por estelionato e falsidade ideológica.





