Júri popular julgará mãe e madrasta por tortura, estupro e homicídio de menino em Manaus

Prisão preventiva foi mantida sob argumento de gravidade dos fatos; Processo aguarda definição em Tribunal do Júri Popular em Manaus.

JUSTIÇA – Justiça determinou que duas mulheres, identificadas como Lismara Freire da Silva, de 33 anos, e Marta dos Santos Costa, de 31 anos, respondam pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e tortura contra Isaac Emanuel da Silva, um menino de quatro anos. O caso envolveu agressões e abuso que levaram à morte da criança.

O processo ocorreu após decisão do juiz Fábio Lopes Alfaia, titular da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O crime aconteceu em abril de 2024, na casa da família, situada no bairro Novo Aleixo, conjunto Mutirão Amazonino Mendes, zona norte da capital amazonense.

A investigação policial apontou que, após a morte da avó materna do menino, ele passou a morar com a mãe e a madrasta. Conforme o inquérito, as agressões começaram neste período e se agravaram nos dias anteriores ao óbito. A denúncia do Ministério Público afirma que a vítima sofria violência recorrente. Em depoimento, a mãe contou ter notado hematomas, dores no corpo e falta de ar relatados pela criança, mas não buscou atendimento médico.

No dia 24 de abril de 2024, ao perceber o agravamento no quadro do menino, a madrasta levou Isaac até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues. Os médicos constataram múltiplas lesões resultantes de tortura e agressões físicas. Também houve perfurações de grampos no couro cabeludo e danos que confirmaram abuso sexual. Isaac já chegou sem vida à unidade hospitalar.

Após o atendimento, a equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) recebeu o chamado e prendeu as duas mulheres em flagrante. A Justiça homologou o auto de prisão e transformou a medida em preventiva, argumentando a necessidade de garantia da ordem pública e a gravidade dos crimes. As rés permanecem presas desde aquela data.

A decisão do Tribunal avaliou pedidos de absolvição e impronúncia das defesas, mas considerou a materialidade dos crimes comprovada e identificou indícios suficientes para julgamento pelo Tribunal do Júri Popular. O caso provocou comoção social pela brutalidade do ato e pela circunstância de as acusadas deterem a guarda legal do menino. O processo segue aberto para recursos, e o julgamento ainda não tem data definida.

Leia mais:

Confira as principais notícias do dia no Portal Notícias + 360https://noticiamais360.com.br/

Tags:
Compartilhar Post: