Manaus – Após quase 15 anos da morte de Alessandro Silva Coelho, conhecido como “Bebetinho”, o empresário Raphael Wallace Saraiva de Souza, filho do ex-deputado e apresentador Wallace Souza, foi impronunciado e está oficialmente fora do processo que o acusava de ser o mandante do crime. A decisão foi proferida na terça-feira (20) pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.
Além de Raphael, outros três réus também foram impronunciados: Marcelo Terças de Oliveira e os ex-policiais militares Eliseu de Souza Gomes e Átila Silva da Costa, que atuavam como seguranças de Raphael à época. Eles foram denunciados por envolvimento direto na execução de Bebetinho, assassinado na madrugada de 13 de julho de 2008, após um show no Sambódromo.
Segundo a decisão, a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) não apresentou elementos suficientes para sustentar a ida dos réus a julgamento popular. O juiz Alfaia citou os artigos 414 e 386, inciso VII, do Código de Processo Penal, extinguindo o processo sem resolução de mérito. Isso significa que, apesar da comprovação da morte violenta, não há provas suficientes de autoria que justifiquem a continuidade da ação penal contra os acusados.
“Extingo o presente feito sem resolução do mérito e impronuncio os acusados”, afirmou o magistrado, que deixou aberta a possibilidade de reabertura do caso caso surjam novas provas, desde que respeitados os prazos legais.
Para a defesa, o desfecho representa uma vitória após anos de acusações que, segundo eles, tiveram impacto direto na trajetória política da família. “As acusações que destruíram a força política da Família Souza estão sendo, uma a uma, desmascaradas”, declarou o advogado Carlos Henrique Costa.
A impronúncia encerra, ao menos por ora, uma das investigações mais controversas da década passada no Amazonas, marcada por conexões políticas, denúncias de milícias e forte repercussão midiática.






