MEIO AMBIENTE – O lixão de Manaus representa grande ameaça ao meio ambiente e à saúde dos moradores da área de entorno. A estrutura instalada na região recebe diariamente de 2 a 3 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, sem tratamento adequado. Conforme alertas de entidades ambientais, como a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), a destinação irregular contribui para o lançamento de cerca de um milhão de litros de chorume por dia, totalizando aproximadamente 360 milhões de litros tóxicos despejados anualmente. O caso envolve contaminação do solo, dos lençóis freáticos e poluição de igarapés, além da liberação de gases do efeito estufa, principalmente o metano.
O volume elevado de lixo causa prejuízos notáveis à paisagem urbana e aumenta o risco de doenças entre os moradores próximos. Moradores relatam problemas com maus odores, proliferação de vetores de doenças e insalubridade. De acordo com o biólogo Daniel Santos, a infiltração de substâncias tóxicas a partir do lixão potencializa a contaminação da água. O risco de desastres ambientais se estende ao comprometimento do ar por incêndios gerados durante o processo de decomposição dos resíduos deixados expostos.
Segundo especialistas, o problema não se limita à região do lixão. Práticas de descarte irregular agravam o cenário nos bairros periféricos de Manaus, onde a prefeitura tenta combater lixeiras clandestinas e entulhos despejados sem controle. Dados oficiais revelam que 92% das cidades do Amazonas ainda utilizam lixões para destinação final do lixo. Mesmo classificadas como aterros sanitários, muitas estruturas do Estado não atendem aos critérios técnicos exigidos pela legislação ambiental.
O presidente da Abrema, Pedro Maranhão, defende a transferência urgente dos resíduos sólidos para um novo Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR). A cidade já apresenta projeto de conversão dos detritos em biometano, com expectativa de solução a partir de 2031. Enquanto isso, decisões judiciais e fiscalizações apontam necessidades de fechamento gradual dos lixões e de implantação de alternativas adequadas. Moradores de áreas próximas relatam dificuldades recorrentes, como alagamentos em períodos de chuva, problemas de infraestrutura urbana e doenças relacionadas à exposição ao lixo, exigindo atenção das autoridades para a situação.
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