CRIME E OSTENTAÇÃO — Uma ação cinematográfica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) chocou os moradores de Manaus na manhã desta quinta-feira (9/7). Um dos principais cabeças de um esquema transnacional de pirâmide financeira, conhecido como a “fraude caribenha”, foi localizado e preso pelas equipes táticas em uma das zonas vermelhas mais perigosas da capital amazonense, área sob o domínio estrito da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
No momento da abordagem policial no esconderijo em Manaus, o golpista — que ostentava uma vida de bilionário nas redes sociais — foi flagrado com um relógio da marca Rolex avaliado em dezenas de milhares de reais, além de joias e aparelhos eletrônicos de última geração adquiridos com o dinheiro de suas vítimas.
O golpe internacional de São Vicente e Granadinas
A ofensiva, batizada de Operação Quéops, foi coordenada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV) com o apoio de delegacias especializadas do Amazonas e do Rio Grande do Sul. O inquérito foi aberto após uma empresária de Brasília sofrer um prejuízo avassalador de R$ 245 mil.
O Mecanismo da Falsa Riqueza
├── 🌐 Isca Digital ─────> Anúncios patrocinados com rostos de famosos simulavam lucros irreais
├── 🏝️ Paraíso Fiscal ───> Consultores ligavam de números gringos alegando sede no Caribe
└── 📲 Extorsão no Zap ──> Vítimas pagavam falsas "taxas de resgate" para liberar saldo fantasma
O grupo criminoso utilizava inteligência digital para enganar investidores de alto poder aquisitivo. Eles criavam plataformas falsas espelhadas em corretoras internacionais de criptomoedas com sede em São Vicente e Granadinas, no Caribe, sem qualquer autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar no Brasil. Os clientes viam gráficos falsos de valorização pelo WhatsApp e eram induzidos a fazer depósitos diários de até R$ 60 mil.
De beneficiário de auxílio a milionário em Manaus
A investigação financeira da PCDF revelou dados chocantes sobre o criminoso capturado em Manaus. Com menos de 23 anos, o alvo movimentou cifras milionárias em suas contas correntes nos últimos meses, um contraste bizarro com seu histórico financeiro recente: durante a pandemia, o suspeito constava nos cadastros oficiais como cidadão de baixa renda e recebia mensalmente o auxílio emergencial do governo federal.
-
Lavagem de Dinheiro: O dinheiro extorquido das vítimas era pulverizado em minutos. Os valores passavam por contas de laranjas, empresas de fachada e eram convertidos instantaneamente em criptoativos para blindar o patrimônio.
-
Cerco no Sul: Enquanto o dono do Rolex caía nas garras da polícia em Manaus, outros líderes da organização criminosa foram alvos de mandados de busca e apreensão na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, desmantelando por completo os braços logísticos da quadrilha.






