Milagre: Siamesas de Manaus sobrevivem a cirurgia rara 

Após cirurgia de separação em Goiânia, as gêmeas siamesas de Manaus dão passos significativos na recuperação, enquanto a família aguarda a saída da UTI neonatal

MANAUS – Mãe das gêmeas siamesas Eliza e Yasmin, Elizandra da Costa, não esconde a felicidade ao receber a notícia de que as filhas podem deixar a UTI neonatal em aproximadamente um mês. Nascidas em Manaus (AM), as irmãs estão internadas no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia, onde passaram por uma complexa cirurgia de separação no início de maio.

O médico Zacharias Calil, responsável pela equipe que realizou o procedimento, revelou ao portal de notícias G1 que a entubação das bebês está programada para esta semana. De acordo com um comunicado divulgado pelo Hecad na última segunda-feira (26), as gêmeas estão gradualmente reduzindo o uso de sedativos, medicamentos e suporte ventilatório, mantendo a alimentação por sonda.

Eliza Vitória e Yasmin Vitória vieram ao mundo unidas pelo tórax e abdômen, e a cirurgia de separação, inicialmente planejada para ocorrer após três meses de vida, precisou ser antecipada devido a complicações respiratórias. “Eliza estava com dificuldades severas, dependendo totalmente do respirador, o que a deixava exausta. Com o agravamento, o coração de Yasmin também começou a sofrer sobrecarga”, detalhou a assessoria do hospital. A intervenção, realizada em 13 de maio, foi considerada um sucesso pela equipe médica.

A jornada das irmãs começou em Manaus, onde nasceram no dia 9 de abril, pesando 2,4 kg, na Maternidade Ana Braga — um parto raro para a unidade, que não registrava um caso semelhante em duas décadas. A mãe, Elizandra, de 22 anos, é natural do Pará e foi encaminhada à capital amazonense ainda durante o pré-natal de alto risco. Mais de 100 profissionais acompanharam as siamesas antes da transferência para Goiânia, onde o Hecad, referência em casos complexos, assumiu o cuidado.

O cirurgião Zacharias Calil destacou a importância do trabalho em equipe e da estrutura do hospital goiano, que já havia acompanhado o caso por imagens antes da chegada das gêmeas. Enquanto aguardam a alta da UTI, a família e os médicos celebram cada avanço, marcando uma nova etapa na vida das pequenas guerreiras.

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