‘Mistério’, chefão do tráfico de Coari que matou cantor de forró, é preso em ‘harém’ de blindadas

Líder do PCC estava escondido com três mulheres, pistoleiro e mais de 4 kg de cocaína
(Foto: Montagem)

COARI – A Polícia Militar do Amazonas prendeu na tarde de sexta-feira (22) o criminoso Evenilson de Oliveira Ferreira, 24, vulgo “Mistério”, considerado o chefão do tráfico no município de Coari (a 363 km de Manaus) e líder local do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação, que contou com apoio da SSP-AM e inteligência do 5º BPM, desarticulou uma base fortificada na Rua Crispiliano Sales, bairro Urucu, onde o criminoso se escondia com três mulheres, um pistoleiro e arsenal ilegal.

(Arte: Portal Tucumã)

Além de “Mistério”, foi preso Ryan Cabral de Souza, 21 anos, apontado como pistoleiro do grupo e foragido por homicídio. No local, os policiais apreenderam 4,5 quilos de pasta-base de cocaína, uma pistola calibre 9mm com 19 munições, oito celulares e valores em dinheiro.

Todos foram encaminhados à Delegacia Interativa de Coari.

(Arte: Portal Tucumã)

O tenente-coronel Pedro Moreira, comandante do 5º BPM, destacou que a captura foi resultado da Operação Tentáculos, da Polícia Civil, que investiga tráfico, lavagem de dinheiro e homicídios na região.

“Era um dos principais líderes criminosos do interior, com mandado de prisão em aberto desde julho”, afirmou.

“Mistério” confessa assassinato de cantor

Melvino Jr., cantor assassinado por “Mistério” e seu bando (Foto: Divulgação)

A prisão remonta um dos crimes mais brutais do interior: em março de 2017, “Mistério” – então com 19 anos – encomendou o assassinato do cantor de forró Melvino de Jesus Júnior, da banda “Júnior e Banda”, durante um show em Codajás. O crime foi executado por engano: o alvo seria um traficante rival.

Na época, “Mistério” confessou o homicídio em coletiva de imprensa: “Peço desculpa para a família e amigos. Perdão só vem de Deus”.

Ele alegou que o cantor foi vítima de uma emboscada frustrada contra um adversário. Dois pistoleiros foram presos, mas outros comparsas seguem foragidos.

(foto: Divulgação)

Melvino foi atingido por múltiplos tiros e morreu no local. Seu corpo foi recolhido para perícia, e o caso segue como símbolo da violência faccional no interior do Amazonas.

Sete anos depois, “Mistério” continuava à frente do tráfico em Coari – agora preso novamente, em uma operação que expõe a ramificação do PCC em municípios distantes da capital.

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