MANAUS – Manaus perdeu nesta terça-feira (3) uma de suas figuras mais emblemáticas da cultura local. Raimundo Nonato Pereira, conhecido carinhosamente como Nonatinho, faleceu aos 89 anos após 52 anos de serviços prestados ao Teatro Amazonas. Considerado o guardião do monumento histórico, ele era o servidor mais antigo da instituição, onde trabalhava desde 1973.
Nascido em família humilde – filho de um ajudante de pedreiro e uma lavadeira – Nonatinho iniciou sua trajetória no Teatro como pedreiro. Ao longo das décadas, desempenhou diversas funções, incluindo porteiro, bilheteiro, guia interno, assistente técnico, agente administrativo e cenotécnico. Sua dedicação e conhecimento profundo sobre o Teatro Amazonas o tornaram uma figura querida por artistas, funcionários e visitantes.
Sigrid Cetraro, diretora do Teatro Amazonas, destacou o papel fundamental de Nonatinho para a instituição. Segundo ela, o servidor era uma fonte inesgotável de conhecimento e entusiasmo, sempre presente com motivação e alegria. Cetraro ressaltou que sua energia e comprometimento eram admiráveis, deixando um legado de cuidado e zelo pelo patrimônio cultural.
O governador Wilson Lima também manifestou seu pesar pelas redes sociais, classificando Nonatinho como o grande guardião do Teatro Amazonas. O governador destacou que os mais de 50 anos de serviço prestado por Nonatinho se confundem com a própria história cultural do Amazonas, expressando gratidão por toda sua dedicação e enviando condolências aos familiares.
A morte de Nonatinho marca o fim de uma era para o Teatro Amazonas, onde seu carisma, histórias e paixão pelo espaço cultural ficarão para sempre na memória de quem teve o privilégio de conhecê-lo. Sua trajetória de vida se entrelaça profundamente com a história do mais importante monumento cultural da região Norte do país.
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