Museu Itinerante da Amazônia estreia exposição sobre ancestralidade e crise climática

Saberes tradicionais e soluções inovadoras se encontram na primeira itinerância nacional do MIA, propondo novas perspectivas para a adaptação climática na Amazônia
MUSEU
Foto: Reprodução

BRASIL – Como os conhecimentos tradicionais podem inspirar soluções para as mudanças climáticas? Essa é a pergunta central do Museu Itinerante da Amazônia (MIA), que inicia sua primeira turnê nacional em 2025. A estreia acontece em Manaus, nessa quinta-feira 3 de abril, com a exposição “MIA – Passado, Presente e Futuros”, no Palacete Provincial (Centro Histórico).

Um olhar decolonial para a crise climática

Com curadoria do Laboratório da Cidade, o projeto propõe uma reflexão sobre arquitetura e urbanismo na Amazônia, valorizando os saberes ancestrais diante dos desafios ambientais. Dados do IPCC (2021) alertam que a região sofrerá impactos climáticos mais severos do que outras partes do mundo, tornando urgente a busca por alternativas baseadas no conhecimento tradicional.

“Queremos repensar o futuro das cidades a partir dos povos que já habitavam a Amazônia, em vez de replicar modelos coloniais que não dialogam com nossa realidade”, explica Jade Jares, coordenadora do MIA.

Itinerância nacional: arte, ciência e tradição

Após Manaus, o museu seguirá para São Luís, Brasília e Rio de Janeiro, com exposições interativas que unem arte, ciência e cultura ancestral. A iniciativa, financiada pela Bolsa Funarte Marcantonio Vilaça 2023, reforça o papel da cultura como ferramenta de transformação socioambiental.

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