MANAUS – Petroleiros solicitaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reversão da privatização da Refinaria Isaac Sabbá, localizada em Manaus. O pedido foi feito pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), que encaminhou documento durante encontro com o chefe do Executivo. A categoria reivindica que a unidade volte ao controle da Petrobras para garantir segurança energética no Norte do país e manutenção dos postos de trabalho. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (17), em Brasília.
Segundo representantes do sindicato, a Refinaria Isaac Sabbá foi vendida em 2022 ao grupo Atem por aproximadamente R$ 257 milhões. Os trabalhadores afirmam que desde a transação houve mudanças nas condições de operação que afetam a rotina da categoria. Eles destacam preocupação com o abastecimento da região, que tem a refinaria como principal fornecedora de derivados de petróleo para estados da Amazônia.
A direção do Sindipetro-AM afirmou que a entrega da Isaac Sabbá faz parte do programa de desinvestimentos iniciado em governos anteriores, que incluiu a venda de refinarias em diferentes estados e a redução da participação da Petrobras no segmento de refino. Para o sindicato, a retomada pelo Estado é necessária para manter políticas de preços alinhadas ao mercado interno e evitar dependência total de empresas privadas.
O presidente Lula recebeu o documento com as demandas e comunicou que está em andamento uma avaliação a respeito da gestão das refinarias já privatizadas. A presença de executivos da Petrobras no encontro reforçou a análise sobre caminhos jurídicos e econômicos para rever ou readequar contratos. Não houve definição imediata sobre uma possível retomada, mas o sindicato informou que seguirá pressionando pela reversão.
A Refinaria Isaac Sabbá, também conhecida como Reman, é a única em funcionamento na Região Norte com capacidade instalada de produzir 46 mil barris por dia. Com a venda em 2022, a unidade passou ao controle do grupo Atem, que atua com distribuição, transporte e operação de combustíveis.
Trabalhadores ligados ao Sindipetro-AM recordam que já houve mobilizações em 2021 e 2022 contra o processo de privatização. As entidades consideram que a reestatização deve ser tratada como prioridade para manter a presença da Petrobras em todas as regiões do Brasil. Eles também apontam que a permanência da refinaria sob o setor privado pode comprometer políticas de preço e reduzir investimentos locais em tecnologia e capacitação.
A Secretaria de Comunicação da presidência informou que os pleitos apresentados estão em análise pelo governo e que a política nacional de combustíveis será debatida de forma ampla. Já a empresa Atem, atual administradora, declarou publicamente que cumpre com todas as obrigações, mantém investimentos na unidade e segue com planos de ampliação da capacidade.
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