Reforma tributária atrai investimentos e Suframa projeta 200 novas fábricas na ZFM em três anos

Manutenção de vantagens constitucionais impulsiona Polo Industrial de Manaus, com destaque para o setor farmacêutico, apesar de questionamentos da Fiesp
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A Zona Franca de Manaus (ZFM) deve registrar uma expansão expressiva em seu parque fabril nos próximos anos, impulsionada pelas novas diretrizes da reforma tributária. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) estima a atração de pelo menos 200 novas indústrias nos próximos três anos. O incremento projeta um crescimento de aproximadamente 30% no Polo Industrial de Manaus (PIM), que atualmente conta com cerca de 600 empresas em atividade.

De acordo com o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, o principal vetor dessa movimentação é a preservação dos benefícios fiscais da ZFM previstos na Constituição Federal, em contraste com os incentivos estaduais de outras regiões do país, que passarão por um processo de extinção gradual até o ano de 2032.

Novo modelo tributário e a ascensão do setor farmacêutico

Com a reforma, tributos tradicionais como PIS, Cofins e ICMS estão sendo substituídos de forma integrada pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Para assegurar a competitividade do modelo amazônico, a nova legislação estruturou mecanismos específicos de créditos tributários para as indústrias locais.

Embora o interesse de novos investidores continue firme em segmentos tradicionais da região — como os polos de eletroeletrônicos, motocicletas e condicionadores de ar —, o setor de saúde desponta como uma nova fronteira econômica:

  • Histórico recente: Até o ano de 2025, o Polo Industrial de Manaus contava com a operação de apenas uma fábrica voltada ao segmento de medicamentos.

  • Projetos aprovados: Atualmente, o cenário demonstra diversificação, registrando mais de seis projetos farmacêuticos aprovados pela autarquia para instalação imediata na capital.

Fiesp questiona regras e entidades locais rebatem tese de “êxodo”

O avanço na procura por investimentos no Amazonas ocorre em paralelo a uma disputa judicial travada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade paulista questiona as regras de transição criadas para manter as vantagens comparativas da Zona Franca no pós-reforma.

Análise de Mercado e Segurança Jurídica
├── Visão da Suframa ──> Não há risco de migração em massa; grandes indústrias do PIM 
│                        já operam de forma simultânea e conjunta com plantas em SP.
└── Posição do Cieam ──> Afasta a tese de desindustrialização de outros estados e vê 
                         a reforma como garantia de estabilidade para investidores.

Representantes do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e a própria Suframa rebatem as críticas de que o crescimento local geraria desindustrialização em outras regiões. Montenegro enfatiza que a maior parte das corporações de grande porte instaladas na Zona Franca possui unidades fabris ativas tanto em Manaus quanto em solo paulista, operando de forma complementar.

Criada originalmente em 1967, a Zona Franca de Manaus detém salvaguarda e proteção constitucional asseguradas até o ano de 2073, consolidando-se como o pilar central de desenvolvimento econômico e preservação da Amazônia Ocidental.

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