Réu recebe 66 anos de prisão por feminicídio e homicídio em Manaus

A motivação envolveu ciúmes, conforme investigação da Polícia Civil do Amazonas, que apontou premeditação.

BRASIL – Antônio Márcio Silva de Castro, de 52 anos, recebeu condenação a 66 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por feminicídio contra a ex-companheira Manuella Sabrina Barros Queirós, de 23 anos, e homicídio qualificado contra o namorado dela, Victor Hugo de Oliveira Flores, de 27 anos. O duplo homicídio ocorreu com disparos de arma de fogo dentro de uma kitnet. O crime aconteceu em 8 de junho de 2025, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus. A motivação envolveu ciúmes, conforme investigação da Polícia Civil do Amazonas, que apontou premeditação.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (24), no Fórum Ministro Henoch Reis, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O juiz Leonardo Mattedi Matarangas presidiu a sessão. O promotor Gabriel Salvino Chagas do Nascimento atuou pelo Ministério Público do Amazonas, com assistência das advogadas Camila Santana de Lima e Jadiane de Sena Kavadi. A defesa ficou com André Humberto Fortes Papaléo, Isabel Luana Nobre Papaléo e Eguinaldo Gonçalves de Moura.

Seis testemunhas da acusação e duas da defesa prestaram depoimento durante o processo. Os jurados reconheceram homicídio qualificado com qualificadora de feminicídio no caso de Manuella. A pena por feminicídio fixou-se em 48 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão. Pelo homicídio de Victor Hugo, a sentença alcançou 18 anos e 9 meses. O total somou 66 anos, 10 meses e 15 dias em regime inicial fechado.

O Conselho de Sentença rejeitou tese da defesa de homicídio simples contra Manuella e legítima defesa no caso de Victor Hugo. O Ministério Público destacou violência doméstica e presença de filho da vítima no local durante o crime. Manuella havia denunciado Antônio Márcio em 2023 por ameaças, com pedido de medidas protetivas revogadas depois a pedido dela.

Testemunhas relataram chegada do réu de carro à kitnet, seguida de discussão e tiros. Duas crianças estavam no imóvel, incluindo filha de 4 anos do casal. O juiz determinou execução provisória da pena e negou recurso em liberdade. Antônio Márcio inicia cumprimento da sentença em presídio de Manaus.

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