Saiba o que vulgo ‘Compensa’ fez antes de ser linchado e queimado vivo por multidão

Linchamento foi transmitido ao vivo para mais de 1000 pessoas
(Foto: Montagem)

Tonantins (AM) – O linchamento brutal de um homem conhecido pelo vulgo “Compensa” chocou o município de Tonantins (a 867 km de Manaus) neste final de semana. O acusado, preso em flagrante pelo assassinato de sua companheira, identificada como “Lene”, foi retirado à força de uma delegacia por uma multidão enfurecida, espancado e queimado vivo em plena via pública.

O crime, transmitido ao vivo nas redes sociais, expõe um cenário de violência extrema e “justiça” pelas próprias mãos.

Corpo do detento carbonizado (Foto: Divulgação)

O crime que antecedeu o linchamento

Segundo informações preliminares, “Compensa” foi detido após matar sua companheira a facadas. Há relatos não confirmados pela polícia de que ele também teria atacado a filha do casal, de 8 anos, mas as investigações ainda apuram os detalhes.

Testemunhas afirmam que, logo após a prisão, uma multidão começou a se aglomerar do lado de fora da delegacia, exigindo vingança. Vídeos gravados por populares mostram o momento em que policiais chegam com o acusado algemado, enquanto a turba grita ameaças de morte.

Vulgo “Compensa” e Lene (Fotos: Reprodução)

Linchamento de “Compensa” foi transmitido ao vivo

Apesar da presença de agentes de segurança, dezenas de pessoas encapuzadas invadiram a delegacia, arrancaram “Compensa” da cela e o espancaram com chutes, socos e pedaços de pau. Em seguida, um líquido inflamável foi derramado sobre seu corpo, e ele foi arrastado para a rua, onde foi incendiado diante de centenas de espectadores.

O ato de barbárie foi transmitido ao vivo por celulares, com mais de 1.000 pessoas assistindo em tempo real e milhares de comentários celebrando a violência. Em uma das gravações, um espectador escreve: “Vou levar a farinha pra comer”, em referência ao corpo carbonizado de “Compensa”.

(Fotos: Reprodução)

Investigações

O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), mas a situação expõe a fragilidade da segurança pública na região e a escalada de linchamentos no Amazonas.

O reportagem tentou contato com a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) acerca das ações que sucederam o linchamento de “Compensa”, mas até a publicação da matéria ainda não obteve respostas.

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