AMAZONAS – O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas abriu processo para investigar a autorização e a exploração econômica da roda-gigante instalada no Complexo Turístico da Ponta Negra, em Manaus. A apuração ocorre após representação que questiona o modo como a Prefeitura autorizou o uso da área pública e o contrato com a empresa responsável pelo equipamento.
O pedido apresentado ao TCE-AM solicita análise de documentos sobre concessão de espaço à empresa J.P. Diversões Ltda., incluindo contrato, pareceres jurídicos, justificativas para escolha da empresa e observância da Lei de Licitações. A representação questiona se houve contrapartida financeira ao município, como ocorre o controle das receitas geradas pelo brinquedo e se o modelo adotado respeita critérios de transparência e competição. Também há solicitação de auditoria sobre o uso de energia elétrica no equipamento, com investigação sobre eventual uso de rede pública sem compensação adequada.
A instalação da roda-gigante ganhou destaque após uma pane que deixou passageiros presos nas cabines poucos dias depois da inauguração, episódio que motivou resgate pelo Corpo de Bombeiros e troca de acusações entre autoridades locais. O TCE-AM agora cobra laudos técnicos, licenças e autorizações ligadas à segurança e à operação do brinquedo, além de informações sobre capacidade técnica e financeira da empresa responsável. A Prefeitura afirma, em notas públicas, que a instalação seguiu trâmites legais, mas o processo no Tribunal segue em andamento para verificar eventuais irregularidades.





