Terceiro suspeito de matar professor universitário no Centro de Manaus é preso

As investigações e os depoimentos dos demais suspeitos, porém, confirmaram sua atuação direta na morte do professor
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A Polícia Civil do Amazonas prendeu Adílio Gonçalves do Nascimento, conhecido como “Loirinho”, apontado como o terceiro suspeito de envolvimento na morte do professor universitário e psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, de 40 anos. O crime ocorreu em julho de 2025, em Manaus, e o corpo da vítima foi encontrado em um terreno nos fundos da antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da capital.

Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Manoel residia no Centro de Manaus e foi atraído para uma emboscada na madrugada do dia 21 de julho, quando foi atacado e morto por pelo menos três pessoas. O delegado afirmou que a vítima era conhecida por ajudar moradores em situação de rua, com apoio financeiro e emocional, e que, naquele dia, estava com sinais de embriaguez, condição que teria sido explorada pelos criminosos.

De acordo com a investigação, o grupo agia de forma coordenada e usava a fachada de catadores de material reciclável para monitorar possíveis vítimas na região. Um dos autores, José Carlos de Souza Neto, conhecido como “Sucata” ou “Lacraia”, teria iniciado a execução com um golpe de estrangulamento no pescoço da vítima para asfixiá-la e retirar sua consciência. Em seguida, Adenilson Medeiros Rocha, conhecido como “Bisteca”, e Adílio Gonçalves, o “Loirinho”, teriam participado diretamente da sequência do ataque para impedir que Manoel os identificasse.

Após o assassinato, os pertences do professor foram roubados e o corpo foi abandonado nas proximidades da antiga cadeia pública. A Polícia Civil informou que Adenilson Medeiros Rocha foi preso pela Polícia Militar do Amazonas em 22 de julho de 2025, logo após o crime, e que José Carlos de Souza Neto foi detido em 20 de setembro do mesmo ano. Com a captura de Adílio, a especializada encerra o ciclo de prisões dos três principais suspeitos do caso.

A polícia informou ainda que, após ser preso, Adílio chegou a prestar depoimento inicial como testemunha e tentou ocultar sua participação no crime ao fazer declarações públicas sobre o paradeiro dos outros envolvidos. As investigações e os depoimentos dos demais suspeitos, porém, confirmaram sua atuação direta na morte do professor. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

 

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