MANAUS – Outro adolescente teve dedo amputado após acidente na quadra da Escola Estadual Farias de Brito, localizada na Praça 14, em Manaus. A ocorrência envolveu falta de segurança na estrutura esportiva, conforme relatos de pais e alunos. O caso aconteceu nesta quinta-feira (28). Este é o terceiro acidente grave no mesmo local, sendo que episódios similares ocorreram em 18 de junho de 2024 e em 18 de novembro de 2011. Segundo familiares, o Estado do Amazonas, a SEDUC e a direção da escola foram avisados sobre riscos estruturais, mas não realizaram as reformas necessárias.
A vítima mais recente sofreu amputação de dedo durante atividade na quadra esportiva, durante a manhã ou tarde de quinta-feira (28). Pais e responsáveis atribuem o acidente à falta de condições seguras para prática de esportes. Mesmo após alertas, a estrutura metálica permanece exposta e os mastros necessários não foram instalados. Até o momento, não há detalhes públicos sobre o atendimento clínico ao aluno. As famílias exigem investigação, assistência integral ao estudante e interdição da quadra para que sejam providenciadas as correções.
Em 18 de junho de 2024, Henzo Veríssimo Rodrigues Barbosa, do 1º ano do Ensino Médio, perdeu o dedo mínimo após cair de uma viga de ferro ao tentar auxiliar na instalação da rede de vôlei sem mastros adequados, segundo sua família. Henzo foi levado ao Pronto-Socorro Samel para duas cirurgias: tentativa de reimplante e amputação parcial com retalho por necrose, procedimento realizado por especialista em cirurgia de mão e microcirurgia.
O pai registrou boletim de ocorrência e formalizou pedido por reforma da quadra, mas não obteve resposta, conforme familiares. O estudante ainda passa por fisioterapia e atendimento psicológico, sendo descrito no laudo médico como portador de CID F41.2, com recomendação de transferência escolar em virtude de bullying.
O episódio anterior aconteceu em 18 de novembro de 2011. Uma aluna escorregou na quadra molhada e prendeu-se em uma grade de ferro pontiaguda localizada dentro da quadra, sofrendo ferimentos importantes. Ex-alunos e responsáveis afirmam que este acidente já indicava a necessidade de obras estruturais e protocolos preventivos. A repetição dos acontecimentos graves, segundo relatos, revela omissão das autoridades responsáveis pela manutenção do espaço esportivo.
As famílias solicitam interdição imediata da quadra até que se removam estruturas perigosas, realizem drenagem, adequem o piso, instalem mastros regulamentares e reforcem a sinalização. Demandam auditoria técnica independente de segurança escolar, acompanhamento especializado aos alunos afetados e capacitação do corpo docente em gestão de risco e primeiros socorros. Também reivindicam transparência, com publicação periódica de relatórios sobre manutenção e segurança da escola.
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