VÍDEO: Guarda municipal dá ‘surra’ de cacetete em morador de rua em prédio abandonado no Centro de Manaus

Cenas chocantes que circulam nas redes sociais mostram um guarda municipal identificado como Eugênio no Centro de Manaus.
Foto: Reprodução

AMAZONAS – Cenas chocantes que circulam nas redes sociais mostram um guarda municipal identificado como Eugênio espancando um homem algemado dentro de um prédio abandonado no Centro de Manaus. O local fica entre a Avenida 7 de Setembro e a rua Gabriel Salgado, região conhecida pelo alto fluxo de pessoas. No vídeo, a vítima aparece sentada no chão, com as mãos presas nas costas, enquanto é repetidamente golpeada com um cassetete. Outros agentes estão presentes, mas nenhum toma qualquer atitude para impedir a agressão.

Durante as cenas de violência, Eugênio é ouvido dizendo “Você só vai apanhar”, enquanto a vítima, em prantos, suplica: “Não fui eu, senhor!”. Apesar dos apelos, as agressões continuam, e em determinado momento outro guarda comenta: “Vai apanhar até umas horas”. O áudio ainda capta a fala de Eugênio dizendo “Pode desmaiar”, indicando a intenção de prolongar o sofrimento do homem. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o motivo da brutalidade ou sobre o estado de saúde da vítima.

VEJA VÍDEO:

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), emitiu uma nota repudiando veementemente o ocorrido. No comunicado, a administração municipal afirma que as ações dos agentes não representam os valores da Guarda Municipal e anuncia medidas imediatas, como o afastamento dos servidores envolvidos, o recolhimento de seus armamentos e a abertura de um processo investigativo pela Corregedoria. O caso também foi encaminhado à Delegacia-Geral da Polícia Civil para apuração criminal.

O episódio reacende o debate sobre o armamento da Guarda Municipal, tema que tem ganhado destaque nos últimos meses. Apesar de o agressor não estar portando arma de fogo, a gravidade do caso levanta questionamentos sobre os riscos de se ampliar o poder de fogo desses profissionais sem antes garantir mecanismos eficazes de controle e fiscalização. A população teme que, se já ocorrem abusos com cassetetes, a situação pode se agravar com o uso de armas letais.

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