BRASIL – Uma advogada de 31 anos foi presa em flagrante após furtar garrafas de champanhe e whisky importados em um supermercado da Zona Sul do Rio de Janeiro. As câmeras de segurança registraram o momento em que ela pegou as bebidas nas prateleiras, colocou os produtos no carrinho e, depois, os escondeu dentro da bolsa. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (8), após funcionários do estabelecimento suspeitarem da ação e chamarem a Polícia Civil.
A mulher foi identificada como Bruna Xavier Kfuri, de 31 anos, que, segundo a polícia, já tinha outras cinco prisões anteriores pelo mesmo tipo de crime. A detenção mais recente havia acontecido no dia 30 de dezembro, quando ela também foi flagrada furtando bebidas em um supermercado. Na ocasião, Bruna passou por audiência de custódia e foi colocada em liberdade no dia 1º de janeiro.
No novo caso, equipes da 14ª DP (Leblon) e da 12ª DP (Copacabana) foram acionadas pelos funcionários do mercado e foram até o local para acompanhar a abordagem. De acordo com a Polícia Civil, a advogada furtou quatro garrafas de champanhe importadas, da mesma marca levada no crime anterior, e três garrafas de whisky, também importadas, totalizando quase R$ 4 mil em produtos. Para tentar disfarçar o crime, ela realizou uma pequena compra no valor de R$ 48, que pagou normalmente no caixa.
A presa foi levada novamente para a 12ª DP (Copacabana), onde acabou autuada em flagrante por furto qualificado. O delegado Ângelo Lages afirmou que vai representar pela prisão preventiva da advogada, argumentando que o comportamento dela demonstra que não tem condição de conviver em sociedade e que deve permanecer presa durante toda a instrução criminal. A defesa da suspeita não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Além das prisões por furto, Bruna possui outros antecedentes criminais registrados pela polícia. Entre eles estão ocorrências de estelionato e furtos em drogarias, lojas de material de construção e supermercados nos bairros do Flamengo e de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ela também já tinha sido presa em Niterói por estelionato, após se hospedar em um hotel e apresentar um comprovante falso de pagamento por Pix, segundo informações da Polícia Civil.
As investigações agora buscam identificar possíveis receptadores das bebidas furtadas e de outros produtos levados em crimes anteriores. De acordo com os agentes, a advogada informou em depoimento que revende as garrafas por cerca de metade do valor de mercado. A Polícia Civil segue apurando se há outras pessoas envolvidas na revenda dos itens e possíveis conexões com estabelecimentos que possam estar adquirindo os produtos de forma irregular.





