‘Advogata’ que cedeu cela para Bolsonaro é presa por tráfico e tem relação com facção

Jéssica foi presa em novembro de 2025, depois de ser flagrada transportando entorpecentes, arma de fogo de uso restrito e diversas munições no carro, conforme registros do sistema prisional.

BRASIL – A advogada Jéssica Castro de Carvalho, de 30 anos, cedeu a cela que ocupava na unidade conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A transferência ocorreu após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a ida do atual presidente para o local, onde passou a cumprir pena de 27 anos e três meses por liderar um plano de golpe de Estado.

Jéssica foi presa em novembro de 2025, depois de ser flagrada transportando entorpecentes, arma de fogo de uso restrito e diversas munições no carro, conforme registros do sistema prisional. Ela é apontada como ligada ao tráfico de drogas e mantém relacionamento com Weslley Raphael Godeiro Vasconcelos da Silva, de 33 anos, conhecido como “Bora”, integrante da facção Comboio do Cão (CDC), que responde por homicídio e outros crimes.

Antes da chegada de Bolsonaro, a advogada ocupava uma das celas mais estruturadas da Papudinha, com espaço considerado diferenciado em relação ao presídio comum. Com a mudança, ela foi remanejada para outra cela, posicionada próxima aos alojamentos onde estão detidos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, ambos condenados por participação em atos golpistas após as eleições de 2022.

Nas redes sociais, Jéssica se apresenta como advogada com múltiplas especializações, entre elas Lei de Drogas e Violência Doméstica, e reúne milhares de seguidores. As publicações mostram rotina profissional, visitas a delegacias e participação em atividades esportivas, como campeonatos de fisiculturismo, o que contribuiu para o apelido de “advogata”.

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