A cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, vive clima de tensão política após a divulgação de vídeos e listas em grupos de mensagens incentivando um boicote a comércios locais cujos proprietários seriam supostos apoiadores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vitorioso na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em gravação divulgada nas redes sociais, o advogado Klauss Fins propõe a colagem de adesivos da “estrela vermelha” nas fachadas dos estabelecimentos para identificar empresários alinhados à esquerda e orienta a população a consumir apenas com comerciantes ditos “patriotas”. O caso provocou reações imediatas de autoridades públicas e entidades de classe do município.
Manifestações Oficiais e Posição dos Órgãos de Classe
As notas de repúdio emitidas por entidades políticas, jurídicas e empresariais da cidade:
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Prefeitura e Sindicato do Comércio: A Prefeitura de Teresópolis e o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) emitiram notas condenando qualquer forma de assédio ou boicote econômico, ressaltando que a perseguição política ameaça empregos locais e a sustentabilidade de famílias dependentes do setor de serviços.
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OAB e Partidos Políticos: A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Teresópolis repudiou atos de constrangimento e intimidação motivados por divergência partidária. O diretório municipal do PT classificou a ação como “inadmissível” e comparou a prática de marcação de lojas a perseguições históricas. O diretor do PL na cidade, Alex Castellar, também se manifestou contra o boicote, afirmando que o respeito às escolhas eleitorais é um dever constitucional.






