Caso Bernardo: Justiça aumenta penas de pai e madrasta por tortura e abandono

Decisão da 6ª Câmara Criminal do TJRS aumentou o tempo de reclusão para o casal; Novas penas somam mais de 17 anos de detenção.

JUSTIÇA – O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) confirmou as condenações de Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, pai e madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, pelos crimes de tortura e abandono material. A decisão também resultou no aumento das penas que haviam sido aplicadas na primeira instância. O menino foi assassinado em 2014, no município de Três Passos (RS).

As novas sentenças estabelecem penas de 13 anos e 15 dias de reclusão em regime fechado pelo crime de tortura, e 4 anos, 9 meses e 15 dias de detenção em regime semiaberto por abandono material. Adicionalmente, foi determinada uma multa correspondente a dez vezes o valor do maior salário mínimo vigente na época dos fatos, com correção pelo IGP-M. A sentença anterior previa 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, mais 2 anos e 6 meses de detenção.

O relator do recurso, desembargador João Pedro de Freitas Xavier, afirmou em sua decisão que ficou comprovado que os réus não proveram o sustento de Bernardo e o submeteram a intenso sofrimento mental. O magistrado destacou que a família nuclear, composta por Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, não apenas falhou em seu dever de proteção, mas agiu de forma contrária, expondo o menino a sofrimento físico e mental, incutindo-lhe terror e eliminando qualquer chance de uma vida digna e saudável.

Bernardo tinha 11 anos quando desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado em uma cova às margens de um rio em Frederico Westphalen. Em 2019, quatro pessoas foram condenadas pela morte e ocultação do cadáver: o pai, a madrasta e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz. O julgamento de Leandro Boldrini foi posteriormente anulado, e ele foi condenado novamente em um novo júri em 2023. Atualmente, Leandro e Graciele cumprem pena em regime semiaberto. Edelvânia foi encontrada morta na prisão em abril de 2025, e a pena de Evandro foi extinta em janeiro de 2024.

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