Brasília (DF) – O espancamento de Juliana Garcia, agredida com 61 socos dentro de um elevador em Natal (RN), levantou nova onda de indignação diante da violência contra as mulheres no Brasil. O agressor, Igor Cabral, foi preso em flagrante. O caso, filmado por câmeras de segurança, evidencia como a violência doméstica ainda é um desafio grave no país.
Segundo especialistas, a escolha de regiões como o rosto e o ventre para os ataques revela traços do machismo estrutural. “Esses agressores querem marcar, dominar, desfigurar. É uma violência simbólica e física ao mesmo tempo”, explica a promotora Valéria Scarance, do Ministério Público de São Paulo.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.492 feminicídios foram registrados em 2024. As estatísticas apontam ainda que 64,3% dessas mortes aconteceram dentro de casa, e 70% das vítimas tinham entre 18 e 44 anos. A cada 15 segundos, uma mulher é agredida no Brasil.
Além da punição aos agressores, especialistas defendem a ampliação das políticas públicas, delegacias especializadas, acesso à justiça e ações educativas para combater o machismo desde a infância.
Denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180, que funciona 24h em todo o território nacional, ou pelo 190 em casos de emergência. O WhatsApp do Ministério da Mulher também está disponível: (61) 99656-5008.
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