Brasil – Cinco homens morreram e onze ficaram intoxicados na madrugada deste domingo (31) após um incêndio destruir o Instituto Terapêutico Liberte-se, clínica clandestina de recuperação de dependentes químicos localizada no Paranoá, Distrito Federal.
Vítimas e sobreviventes relataram que os portões e janelas estavam trancados com cadeados, o que impediu a fuga durante o incêndio.
Clínica funcionava sem alvará
De acordo com depoimentos colhidos pelo Metrópoles, a clínica não possuía alvará de funcionamento, extintores de incêndio ou qualquer medida de segurança. Internos afirmaram que já haviam alertado os responsáveis sobre os riscos das instalações precárias.

“Estava fechado, sem porta de incêndio, sem extintor, sem nenhuma precaução. Ninguém foi treinado para combater fogo”, disse Luís Araújo do Nascimento, 57 anos, sobrevivente que ajudou a resgatar outras vítimas.
Vítimas fatais do incêndio
O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) foi acionado por volta das 3h e controlou as chamas. Os feridos foram levados aos hospitais de Sobradinho e Paranoá. Entre os mortos estão Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos.
O proprietário do local, Douglas Costa Ramos, 33 anos, admitiu em depoimento à Polícia Civil do DF (PCDF) que a clínica operava irregularmente, sem alvará ou vistoria do Corpo de Bombeiros. Ele alegou que trancava os portões para evitar fugas e furtos.

Polícia não descarta homicídio culposo
A Administração Regional do Paranoá informou que não competia à pasta autorizar o funcionamento da clínica, mas apenas emitir viabilidade locacional, o que não ocorreu.
A PCDF investiga as causas do incêndio e não descarta crime de homicídio culposo. Sobreviventes e familiares exigem responsabilização.
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