BRASIL – A rede de restaurantes Coco Bambu deu entrada em ação judicial na 11ª Vara Cível do Rio de Janeiro contra os humoristas Gregório Duvivier e João Vicente de Castro, além da produtora Porta dos Fundos, por conta de declarações feitas no programa “Não Importa”, veiculado em dezembro de 2025 no canal oficial do grupo no YouTube. Duvivier insinuou, sem citar nomes, que o sócio fundador do Coco Bambu copiou o cardápio e a identidade visual do restaurante Camarões, tradicional em Natal no Rio Grande do Norte, além de aliciar funcionários como garçons e um gerente para expandir o modelo de negócio pelo Brasil. A empresa pede indenização por danos morais de R$ 25 mil e remoção imediata do conteúdo das plataformas digitais.
No episódio, Duvivier comentou sobre redes de restaurantes e elogiou o Camarões por resistir à expansão nacional, para em seguida descrever um suposto caso de plágio em que um empresário frequentou o local, replicou pratos inteiros, contratou equipe chave e lucrou bilhões com uma cópia descarada, alertando que citaria o nome só sob risco de processo. João Vicente de Castro acompanhou o diálogo sem interrupções, o que a ação interpreta como conivência na difamação velada que atinge a reputação da marca presente em todo o país. O processo tramita em sigilo judicial na capital fluminense.
A Coco Bambu alega que as falas geram prejuízo à imagem construída ao longo de anos, com insinuações de roubo intelectual e ética que desestimulam clientes fiéis em unidades espalhadas por capitais e cidades médias. Até o momento, nem os humoristas nem a defesa do Porta dos Fundos se manifestaram nos autos, conforme registros iniciais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão após divulgação pelo colunista Ancelmo Gois no jornal O Globo nesta semana de março de 2026.
O processo reflete tensões recorrentes entre empresas e criadores de conteúdo humorístico no Brasil, onde sátiras sobre negócios bilionários frequentemente esbarram em limites legais de liberdade de expressão versus proteção à honra comercial. A rede busca retratação pública ou compensação financeira para mitigar impactos em vendas e parcerias, enquanto o podcast segue disponível online sem alterações aparentes. A 11ª Vara Cível analisa o pedido de urgência para retirada do vídeo do ar.





