BRASIL – Um jornalista alagoano relatou que foi vítima de golpe após comprar um PlayStation 5 em uma promoção na internet e receber, no lugar do console, um saco de fubá para cuscuz. A compra ocorreu em 11 de novembro, durante a ação promocional conhecida como “11.11”, em uma plataforma on-line que anunciava o produto com desconto e cashback. O caso envolveu venda e entrega atribuídas a uma grande varejista brasileira parceira da plataforma, o que influenciou a decisão de fechar o pedido.
Um jornalista realizou o pedido do videogame em 11 de novembro, com envio registrado em 18 de novembro e previsão de entrega em 3 de dezembro. No sistema da transportadora, o pacote passou a constar como “em rota” no dia 26 e apareceu como entregue em 27 de novembro, às 23h40, horário que chamou atenção do consumidor. Como mora sozinho, ele cadastrou o endereço de um amigo para receber a encomenda, mas o produto não foi localizado no imóvel indicado.
O jornalista entrou em contato com a plataforma e com a varejista, além de registrar reclamações no Reclame Aqui e no consumidor.gov, mas informou ter recebido apenas respostas genéricas, sem solução para o problema. Diante do impasse, ingressou com ação no Juizado Especial e passou a acompanhar o andamento do pedido pela Justiça. Somente em 5 de janeiro, mais de um mês após a data em que o sistema apontava a entrega, a caixa chegou ao endereço cadastrado.
Um jornalista decidiu gravar a abertura da encomenda no momento em que o pacote foi entregue, como forma de se resguardar após o histórico de inconsistências. Ao abrir a caixa, ele constatou que, em vez do videogame, havia apenas um saco de fubá para cuscuz no interior da embalagem. Do lado de fora, a etiqueta descrevia o conteúdo como um PlayStation 5, o que levanta suspeita de desvio de produto em alguma etapa da cadeia de transporte, que envolve serviços terceirizados.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de comunicação, com alertas sobre os riscos de golpes em compras on-line, especialmente em períodos de grande volume promocional. Especialistas e órgãos de defesa do consumidor recomendam que clientes verifiquem a reputação de vendedores, guardem todos os comprovantes de compra, desconfiem de preços muito abaixo da média e registrem reclamações formais sempre que houver divergência entre o produto adquirido e o recebido.





