No Dia do Cachorro (26/8), a linguagem comportamental dos caninos ganhou destaque com explicações sobre como os pets expressam afeto no cotidiano. Segundo a médica-veterinária Valeska Rodrigues, as demonstrações de carinho vão além do movimento do rabo e envolvem expressões corporais que indicam proteção, submissão e confiança. Atitudes como manter um olhar suave, relaxar as orelhas ou apoiar o peso do corpo contra a perna do tutor são formas de o animal sinalizar que se sente seguro e de reforçar a sensação de pertencimento.
O vínculo de afeto também se manifesta pelo uso do olfato e por comportamentos instintivos. O hábito de carregar roupas usadas do tutor para a caminha ocorre porque o cheiro proporciona uma sensação de proteção ao animal. Da mesma forma, o comportamento de seguir o tutor pelos cômodos da casa ou entregar brinquedos de maneira tranquila reflete um instinto ancestral de acompanhamento da matilha e de compartilhamento com pessoas consideradas importantes.
A recepção ao tutor na volta para casa é outro indicativo importante de vínculo. Demonstrações como lambidas, movimentos para expor a barriga e sons suaves fazem parte do cumprimento social entre os cães e seus tutores. No entanto, os especialistas ressaltam que a festa de reencontro deve ser breve, permitindo que o animal retorne ao estado de calma em poucos minutos.
Por fim, a veterinária destaca a importância de diferenciar o entusiasmo saudável de possíveis quadros de estresse ou ansiedade de separação. Reações exageradas ou comportamentos compulsivos, como a lambedura excessiva das próprias patas e a perda de pelos, exigem atenção. Para retribuir o afeto e manter o bem-estar do pet, a orientação inclui a oferta de tempo de qualidade, passeios estruturados e o respeito ao espaço e aos limites do animal.






