Emboscada e execução: Suspeito de matar PM é assassinado com tiro de fuzil durante escolta do Bope

Inicialmente divulgada como confronto, morte de Rubens Zilio Neto ocorreu em posto na BR-262; atirador oculto na mata utilizou arma longa de grosso calibre e fugiu
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INVESTIGAÇÃO — O transporte de um preso de alta periculosidade terminou em execução na rodovia BR-262, a 430 quilômetros de Campo Grande (MS). Rubens Zilio Neto, suspeito de participar do assassinato do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, foi morto com um único disparo de arma de fogo de grosso calibre. O crime ocorreu em um posto de combustíveis enquanto o detido era escoltado por equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) em direção à capital do Estado.

Embora as informações preliminares fizessem menção a um suposto confronto armado, o boletim de ocorrência oficial detalha uma ação cirúrgica de emboscada executada a partir de uma área de mata densa vizinha ao estabelecimento.

Parada forçada e dinâmica do disparo

O comboio policial, que havia partido de Corumbá, foi obrigado a interromper o deslocamento após os agentes constatarem que um dos pneus traseiros de uma das viaturas estava murcho. A equipe se dirigiu ao Posto de Combustível Morrinho para realizar a troca pelo estepe.

Enquanto parte dos policiais militares realizava a manutenção do veículo na área de calibragem, outra parte conduziu o preso até o banheiro da loja de conveniência do local.

De acordo com o depoimento dos agentes e de funcionários do posto, o tiro gerou um forte estrondo, característico de armamento pesado. O projétil atingiu diretamente o custodiado, causando lesões letais imediatas. Os policiais do Bope se abrigaram para repelir possíveis novos ataques e solicitaram apoio. Unidades do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) realizaram um cerco na região, mas a falta de visibilidade ao anoitecer forçou a suspensão das buscas na mata. O atirador não foi localizado.

Ligação com facção e histórico de mortes

A execução de Rubens está diretamente conectada a uma violenta sucessão de crimes iniciada na terça-feira (30), no município de Ladário. Na ocasião, três homens armados tentaram executar um rival, que sobreviveu por estar em um veículo blindado. Durante a fuga em um Fiat Argo, os suspeitos cruzaram com uma guarnição da PM em Corumbá e abriram fogo. O soldado Marcelo Pimenta da Silva foi atingido no tórax, braço e cabeça, vindo a falecer no hospital.

Rubens e seu comparsa, Everton da Silva Viana, foram localizados em território boliviano tentando atravessar a fronteira e acabaram entregues às autoridades brasileiras. Everton morreu horas após a prisão, em uma intervenção policial durante a busca pelo arsenal do grupo. No decorrer das diligências, as forças de segurança apreenderam fuzis, carabinas, pistolas, coletes, radiocomunicadores e veículos associados à célula criminosa. As imagens de monitoramento do posto de combustíveis foram recolhidas pela Polícia Civil e integram o inquérito que apura o homicídio do detento.

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