Empresária denuncia espionagem com drone em apartamento

O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes, enquanto Milena aguarda providências
(Foto: Reprodução)

Brasil – Milena Augusta, uma empresária de 35 anos, relatou um episódio de invasão de privacidade em seu apartamento, localizado no bairro Boa Vista, em São Vicente, litoral de São Paulo. A mulher contou que estava em um momento privado, sem roupas, quando foi surpreendida por um drone que ficou parado em frente à sua janela.

De acordo com Milena, o drone permaneceu por um tempo considerável em sua janela, o que a fez acreditar que estava sendo filmada. Ela descreveu a situação como extremamente invasiva e constrangedora, afirmando que se sentiu completamente exposta e vulnerável. “Foi uma sensação de violação. Eu estava em um momento pessoal e, de repente, percebi que havia algo observando, me fazendo sentir como se minha privacidade fosse totalmente ignorada”, disse a empresária.

Moradora do segundo andar de um prédio, Milena destacou que o drone ficou estacionado em frente à sua janela, o que a fez acreditar que estava sendo alvo de uma gravação não autorizada. A situação, que durou alguns minutos, a deixou profundamente angustiada e sem saber como reagir diante da invasão.

A Prefeitura de São Vicente foi procurada sobre o caso e afirmou que a regulamentação do uso de drones está sob a responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Segundo as normas da ANAC, drones devem manter uma distância mínima de 30 metros de locais privados para garantir a privacidade das pessoas.

Ainda segundo a ANAC, o voo de drones em áreas urbanas deve seguir rigorosas diretrizes de segurança, e a violação dessas regras pode resultar em sanções e penalidades para os responsáveis pela operação. A empresa responsável pelo drone ou o indivíduo que o manuseava ainda não foi identificado.

Milena afirmou que, além de se sentir invadida, está considerando tomar medidas legais para que o episódio seja apurado e para garantir que situações semelhantes não ocorram com outras pessoas. Ela também alertou para o crescente uso de drones em áreas urbanas e a necessidade de maior fiscalização para proteger a privacidade dos cidadãos.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes, enquanto Milena aguarda providências.

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