SÃO PAULO – Uma forte explosão em uma casa usada como depósito ilegal de fogos de artifício abalou o Tatuapé, na zona leste de São Paulo, na noite de quinta-feira, 13 de novembro. O estrondo queimou parte da fachada, espalhou destroços pelas ruas e deixou um homem carbonizado entre os escombros.
Vizinhos relataram clarões seguidos por pequenas detonações enquanto a fumaça tomava a avenida. Equipes do Corpo de Bombeiros acionaram o Esquadrão de Bombas e usaram oito viaturas para controlar chamas e garantir segurança na área. A Avenida Salim Farah Maluf chegou a ser interditada para o trabalho de rescaldo e limpeza.
O impacto da explosão foi amplo. Cerca de 21 imóveis próximos foram interditados por risco estrutural, lojas e casas tiveram vidraças quebradas, estruturas metálicas desabaram e vários veículos estacionados sofreram danos. A loja vizinha Lunart Garden afirmou que parte considerável do estabelecimento foi danificada pela detonação.
Dez pessoas receberam atendimento, entre elas a proprietária do imóvel e o filho dela, que tiveram lesões de gravidade variável. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso, que foi registrado inicialmente como explosão, possível crime ambiental e lesão corporal. Perícias foram acionadas para identificar a causa precisa das detonações e confirmar se o óbito decorreu da detonação de artefatos guardados no local.
A investigação preliminar aponta que a residência vinha sendo usada como depósito irregular de fogos de artifício, prática que representa risco elevado em áreas densamente ocupadas. A Secretaria de Segurança Pública destacou que o armazenamento clandestino de explosivos é crime e pediu colaboração da população para informar locais suspeitos. Equipes da concessionária elétrica também atuaram para sanar falhas e restabelecer trechos afetados da rede após o incidente.
Moradores da região disseram ter sentido medo e surpresa. Alguns relataram interrupção temporária de energia e prejuízos patrimoniais como carros danificados e lojas parcialmente destruídas. A expectativa é de que os laudos periciais e o exame necroscópico esclareçam detalhes sobre a origem exata das explosões e a identidade do homem encontrado morto no imóvel.





